Itaú registra lucro de R$ 12,3 bi no 1º trimestre e supera expectativa do mercado

Banco divulgou balanço nesta terça-feira com resultado 10,4% superior ao mesmo período de 2025, impulsionado por expansão da carteira de crédito

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Reuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados)

O Itaú Unibanco obteve lucro líquido de R$ 12,282 bilhões nos três primeiros meses de 2026. O banco divulgou o balanço trimestral nesta terça-feira (05/05). O valor representa avanço de 10,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Em relação ao último trimestre de 2025, o resultado recuou 0,3%.

O desempenho superou a expectativa média do mercado. Analistas consultados pela Bloomberg projetavam lucro de R$ 12,1 bilhões para o período.

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A receita total do Itaú atingiu R$ 46,8 bilhões entre janeiro e março. O montante ficou 4,5% superior ao registrado nos três primeiros meses de 2025, quando somou R$ 44,8 bilhões. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, a receita de R$ 47,6 bilhões apresentou queda de 1,7%.

Margem financeira impulsiona resultado

O banco atribuiu o crescimento à margem financeira com clientes. Esse indicador avançou 4,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A instituição explicou que o aumento resultou da expansão da carteira de crédito, maior margem com passivos e melhor mix de produtos.

A margem financeira total somou R$ 32,3 bilhões no período. O valor representa alta anual de 4% e manteve estabilidade na comparação com o trimestre anterior.

O indicador de rentabilidade do banco (ROE) ficou entre 22,5% e 24,8% em 12 meses.

Carteira de crédito cresce 9% no ano

A carteira de crédito do Itaú encerrou março em R$ 1,5 trilhão. O saldo apresentou expansão de 9% sobre o mesmo trimestre de 2025. Comparado ao período finalizado em dezembro, o crescimento foi de 1,2%.

A carteira de pessoas físicas avançou 6,8% em 12 meses. O segmento totalizou R$ 479,5 bilhões, com crescimento de 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2025. O crédito imobiliário, veículos e crédito pessoal impulsionaram a expansão.

Os indicadores de qualidade de crédito permaneceram estáveis no trimestre, informou o Itaú. A inadimplência da carteira de pessoas físicas terminou o período em 3%. O índice recuou 0,1 ponto percentual no ano. Na comparação com dezembro, quando estava em 2,7%, houve avanço de 0,23 ponto percentual.

A despesa com perda de crédito esperada totalizou R$ 10,2 bilhões no período. Essa reserva financeira cobre o risco de não recebimento do dinheiro emprestado. O valor teve alta anual de 7,9% e avanço trimestral de 2,1%. O banco explicou que a concentração de gastos das famílias no início do ano gera aumento sazonal nos atrasos de curto prazo, elevando a necessidade de constituição de despesas de perda esperada para esse segmento.

Na ocasião da divulgação dos resultados de 2025, a inadimplência estava comportada. “A provisão cresce em linha com a carteira. […] É uma carteira muito mais resiliente do que tínhamos no passado”, afirmou o diretor de estratégia corporativa, Renato Lulia. “Pelo perfil de cliente, pelo tipo de operação e pelas provisões que temos. De fato, vemos os NPLs [inadimplência] muito comportados ao longo do tempo nas diversas carteiras.”

No balanço dos 12 meses de 2025, o Itaú reportou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 46,83 bilhões. O valor representou alta de 13,1% em relação a 2024.

O banco divulgou projeções para 2026. A instituição estimou crescimento de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito total. O custo de crédito previsto fica entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões ao longo deste ano.

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