BC decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro

A decisão foi motivada pela deterioração econômico-financeira das instituições, problemas de liquidez e descumprimento de normas regulatórias

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada do prédio do Banco Central
(Foto: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. nesta quarta-feira (18/02). A medida também foi estendida à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A decisão foi motivada pela deterioração econômico-financeira das instituições, problemas de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.

As duas empresas integram o mesmo conglomerado financeiro. O grupo apresentou agravamento em sua situação econômica, além de não cumprir determinações específicas emitidas pelo BC.

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O processo de liquidação foi oficializado pela manhã. As instituições afetadas faziam parte do grupo do Banco Master. Ambas haviam sido compradas por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, durante o segundo semestre de 2025.

Instituições de pequeno porte no sistema financeiro

O conglomerado liderado pelo Banco Pleno era classificado no segmento S4 da regulação prudencial. As instituições tinham participação reduzida no sistema financeiro nacional, representando apenas 0,04% dos ativos totais e cerca de 0,05% das captações.

O BC ainda não divulgou informações sobre impactos para correntistas e investidores das instituições liquidadas, nem detalhes sobre o cronograma do processo.

Bens dos controladores bloqueados

Como parte do procedimento de liquidação, os bens dos controladores e administradores das instituições foram bloqueados, conforme prevê a legislação.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais.” O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada”, informou o BC em nota oficial.

Leia mais: FGC identifica 160 mil credores do Banco Pleno com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias

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