Percepção econômica piora e programas do governo Lula têm baixo alcance, aponta Quaest

Metade dos entrevistados avalia que a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 21% dizem que melhorou.

Por Redação TMC | Atualizado em
(Marcello Casal JR / Agência Brasil)

A nova pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/04) revela que a piora da economia domina a percepção dos brasileiros: a maioria afirma que o país piorou, sente perda de poder de compra e vê mais dificuldade para conseguir emprego. Questionados sobre programas do governo Lula para aliviar o bolso, uma parte significativa dos entrevistados desconhece as medidas ou não é afetado por elas.

O levantamento da Quaest ouviu 2004 brasileiros, entre 9 e 13 de abril, e tem margem de erro de 2 pontos.

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Economia piorou

Metade dos entrevistados (50%) avalia que a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 21% dizem que melhorou.

Esse cenário se reflete diretamente no bolso: 71% afirmam que o poder de compra diminuiu em relação ao ano anterior, contra só 11% que relatam melhora.

Emprego mais difícil

A dificuldade no mercado de trabalho reforça o pessimismo. Segundo a pesquisa, 53% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, enquanto 37% avaliam que ficou mais fácil.

Mercado mais caro

A alta dos preços continua sendo um dos principais fatores de insatisfação: 72% dos brasileiros afirmam que os alimentos ficaram mais caros no último mês, evidenciando o impacto direto da inflação no dia a dia.

Programas do governo

A pesquisa também mostra limitações na percepção sobre políticas públicas. No caso do programa Desenrola, promessa de campanha do presidente Lula e voltado à renegociação de dívidas, 45% dizem não conhecer a iniciativa. A medida é aprovada por 46% dos entrevistados e 9% reprovam.

Já a nova faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000 tem alcance restrito na percepção dos brasileiros: apenas 31% dizem ter sido beneficiados, enquanto 66% afirmam não ter sido impactados.

Entre os beneficiados, quase metade (49%) diz não ter sentido diferença na renda, e apenas 17% relatam aumento significativo.

Leia mais: Quaest: Lula lidera no 1º turno, mas Flávio cresce e supera no 2º

Expectativa dividida

Apesar do quadro atual negativo, há divisão nas expectativas: 40% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 32% projetam piora.

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