Os preços do petróleo caíram para o menor nível em três meses nesta segunda-feira (15/06), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmaram ter chegado a um acordo inicial para pôr fim ao conflito e retomar o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
Os futuros do petróleo Brent caíam cerca de 5%, para US$ 83 o barril, por volta das 8h30 (horário de Brasília), e o West Texas Intermediate dos EUA era cotado a US$ 80,33, com queda de 5%.
Ambos os contratos caíram para seus níveis mais baixos desde 10 de março na segunda-feira, após uma queda de mais de 3% na sexta-feira.
Os EUA e o Irã assinarão um memorando de entendimento na Suíça nesta sexta-feira, disse o primeiro-ministro do Paquistão, cujo país atuou como mediador. Trump disse no domingo que o Estreito de Ormuz ficaria aberto “sem cobrança de pedágio” e que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos também seria encerrado.
A agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou que o rascunho do acordo previa a reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias, sob os termos estabelecidos pelo Irã.
“Levará tempo para que o petróleo se aproxime do nível pré-crise de 20 milhões de barris por dia navegando por esse ponto de estrangulamento. As estimativas para a retomada total do tráfego variam de semanas a meses”, disse Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates.
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“Os investidores financeiros estão, portanto, apenas antecipando o fornecimento físico futuro, daí a atual queda nos preços do petróleo. A retomada lenta possivelmente resultará em um déficit de oferta ao longo de 2026.”
O mundo perdeu milhões de barris de petróleo e gás desde que a guerra fechou o Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento para um quinto do abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, por mais de três meses.
Os investidores também observam com cautela a rapidez com que os produtores do Oriente Médio poderão retomar a produção e as exportações de petróleo após os danos causados pela guerra e se mais navios entrarão na região.
Por Reuters




