O conflito no Oriente Médio, desencadeado após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana, já afeta a economia mundial.
Nesta segunda-feira (2/3),o preço do barril de petróleo está sendo negociado a 77 dólares, após ter ultrapassado brevemente os 82 dólares no início do pregão.
Siga a TMC no WhatsApp e fique por dentro das últimas notícias do Brasil e no mundo
O aumento do preço foi influenciado pelo fechamento parcial do Estreito de Ormuz, como explicou o economista e especialista em gás e petróleo, Adriano Pires, em entrevista à TMC: “O Estreito de Ormuz é muito importante na logística do petróleo mundial. Por que ali passa mais de 80% da produção mundial do Oriente Médio. E esse petróleo que passa no Estreito de Ormuz é fornecido basicamente para a Ásia, em particular China, Japão e Coreia do Sul. Então esse aspecto logístico está fazendo com que o petróleo tenha tido esse aumento”.
Ele explica porém, que o preço do barril não deve subir tanto como no início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Na época, o barril chegou a atingir o preço de mais de 110 dólares.
Leia mais: Mortos no Irã passam de 550, vítimas de bombardeios americanos e israelenses
“Na guerra da Ucrânia e da Rússia, você tinha uma oferta de petróleo que crescia menos que a demanda. Agora , a oferta está crescendo três vezes mais que a demanda. Então, do ponto de vista de mercado de petróleo, não tem porque o petróleo estar a 78, 80 dólares. Deveria estar a 60 ou até abaixo 60 dólares. Então isso está criando um certo amortecedor para que você não tenha grandes elevações como houve na guerra da Ucrânia e da Rússia”, afirmou o especialista em entrevista à TMC.
Se o conflito se intensificar, o valor do petróleo pode se aproximar dos 100 dólares, afirmou Adriano Pires: “Se o Estreito de Ormuz for fechado integralmente é um problema seríssimo. Estamos falando de 20% a 30% da comercialização de petróleo no mundo. Então, dependendo da duração e intensidade da guerra, dos estragos, o petróleo pode sim atingir os 100 dólares”.
