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Justiça de SP homologa recuperação extrajudicial do GPA para renegociar R$ 4,5 bi

Decisão da 3ª Vara de Falências valida acordo com credores que detêm 46% das dívidas, equivalente a R$ 2,1 bilhões em obrigações financeiras

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada de uma das lojas do Pão de Açúcar
Câmera Fotográfica (Foto: Divulgação/GPA)

A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo homologou nesta quarta-feira (11/03) o pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (GPA). A companhia busca renegociar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas com credores. A decisão judicial era necessária para validar o acordo estabelecido entre a empresa e seus credores, conforme determina a Lei de Recuperação Judicial e Falências.

O GPA informou ao mercado que o processo foi deferido pela Justiça paulista. Na terça-feira (10/03), a companhia havia anunciado o fechamento de acordo com seus principais credores no âmbito do plano de recuperação extrajudicial.

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O plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração. Os credores envolvidos detêm 46% dos valores negociados, o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões. Esse percentual supera o mínimo exigido pela legislação para iniciar esse tipo de negociação.

A companhia optou pela recuperação extrajudicial para renegociar parte de suas obrigações financeiras diretamente com credores. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

Nesse tipo de recuperação, a empresa renegocia suas dívidas sem recorrer à recuperação judicial. Esse processo tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento das dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. A meta é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento.

A iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço. A empresa pretende criar condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo. O plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores. As operações continuam funcionando normalmente. A empresa está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais.

O processo envolve o Grupo Pão de Açúcar e seus credores. Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers.

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