Autor de maior sucesso de Preta Gil reclama de omissão em documentário da Globo: “Cortaram meu nome”

Antonio Villeroy compôs “Sinais de Fogo” com Ana Carolina, que foi entrevistada pela emissora para homenagem póstuma à filha de Gilberto Gil

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Antonio Villeroy e Preta Gil
(Foto: antoniovilleroy via Instagram)

A exibição do documentário “Preta – Eu Não Ando Só” pela TV Globo, na última segunda-feira (20/07), gerou críticas de Antonio Villeroy, compositor autor de “Sinais de Fogo”, maior sucesso de Preta Gil. Segundo o músico, seu nome foi omitido da produção audiovisual durante a entrevista de Ana Carolina, coautora da canção.

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No desabafo, publicado em sua rede social, Antonio Villeroy isentou Ana Carolina da omissão e responsabilizou a Globo por ter cortado seu nome.

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“Ana Carolina diz: ‘A gente fez a música…’ —referindo-se, naturalmente, também a mim. Na edição final, porém, a Globo optou por omitir a referência à minha participação. A história contada assim deve parecer mais conveniente, mais glamourosa com a Ana Carolina apresentada como única autora. O curioso é que a expressão ‘a gente’ permaneceu no ar, mas, com o corte, Ana acabou parecendo aqueles jogadores de futebol que falam de si mesmos na primeira pessoa do plural. E sabemos que a Ana não fala de si dessa forma”, reclamou o compositor.

“Essa omissão, infelizmente, não chega a me surpreender. Depois de tantos anos, já conheço bem o modus operandi da indústria do entretenimento: muitas vezes a realidade é editada para produzir uma versão considerada mais interessante ou mais eficiente do ponto de vista comercial. Em geral, já nem me incomodo mais com esse tipo de situação. Mas a quantidade de mensagens que recebi hoje acabou despertando em mim a necessidade de me manifestar”, prosseguiu Villeroy.

“O mais curioso é que a própria Globo fez diversas solicitações para utilizar ‘Sinais de Fogo’ e, também, Stereo —outra parceria minha com Ana Carolina, composta especialmente para a Preta e que se tornou seu segundo grande sucesso. Nessas negociações, a emissora buscou reduzir os custos das liberações de uso e argumentou que posteriormente receberíamos também os direitos relativos à execução pública. Ou seja, a Globo sempre soube exatamente quem são os autores das duas obras. Por isso, a ausência do meu nome não decorre de desconhecimento, mas de uma escolha editorial“, escreveu o músico.

O documentário entrevistou pessoas próximas de Preta Gil para uma homenagem póstuma e foi exibido exatamente um ano após a morte da artista, vítima de câncer colorretal.

“Faço este esclarecimento não para diminuir, em absolutamente nada, a memória da Preta Gil. Sua importância como artista, comunicadora e figura pública é incontestável, e seus méritos ultrapassam em muito essa questão. Mas acredito que também seja justo que o público conheça essa parte da história e saiba que ‘Sinais de Fogo’ foi escrita por dois compositores“, concluiu Villeroy.

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