Entenda como será o polêmico show do intervalo na final da Copa do Mundo

Espetáculo reunirá artistas internacionais na decisão entre Espanha e Argentina, mas duração do intervalo gera críticas por contrariar tradição do futebol

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Banner do show do intervalo
(Foto: Divulgação/Fifa)

A final da Copa do Mundo de 2026 marcará uma mudança inédita na história do torneio. Pela primeira vez, a Fifa promoverá um show no intervalo da decisão, inspirado no formato tradicional do Super Bowl, da NFL. O espetáculo acontecerá no domingo (19/07), durante a partida entre Espanha e Argentina, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, com início previsto para 16h (horário de Brasília).

A apresentação terá curadoria de Chris Martin, vocalista do Coldplay, e reunirá artistas de diferentes estilos musicais. Estão confirmadas as participações de Madonna, Shakira — acompanhada do cantor nigeriano Burna Boy —, Justin Bieber, BTS, Coldplay ao lado do coral infantil PS22 Chorus e do maestro Gustavo Dudamel. O espetáculo também contará com personagens da Vila Sésamo e dos Muppets, como Kermit e Miss Piggy.

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Segundo a Fifa, o show terá duração de 11 minutos e faz parte de uma ação beneficente organizada em parceria com a Global Citizen, Live Nation e Done + Dusted. O objetivo é arrecadar US$ 100 milhões para o FIFA Global Citizen Education Fund, iniciativa voltada à ampliação do acesso à educação e ao esporte para crianças em todo o mundo.

Apesar da previsão oficial de 11 minutos de apresentação, a duração do intervalo é alvo de debate. Pelas regras da International Football Association Board (IFAB), o intervalo de uma partida de futebol não deve ultrapassar 15 minutos. No entanto, a montagem e a desmontagem da estrutura do palco podem fazer com que a pausa seja estendida.

Fontes ligadas à organização indicaram que o tempo total do intervalo poderá chegar a cerca de 20 minutos ou até mais, repetindo o que ocorreu na final da Copa do Mundo de Clubes de 2025, disputada nos Estados Unidos, quando o intervalo durou aproximadamente 24 minutos por causa de apresentações musicais.

A possibilidade de ampliar a pausa também gerou críticas. Torcedores, comentaristas e especialistas apontam que o modelo representa uma “americanização” do futebol, aproximando a final da Copa do formato de entretenimento do Super Bowl e aumentando a comercialização do evento.

Outro ponto levantado é o possível impacto físico sobre os atletas. Especialistas afirmam que um intervalo muito mais longo pode alterar a preparação para o segundo tempo, dificultando o reaquecimento muscular e aumentando o risco de lesões.

A decisão também provocou reações no setor de transmissão. Segundo relatos da imprensa britânica, emissoras como BBC e ITV teriam optado por priorizar análises e comentários da partida, deixando a exibição do show para plataformas digitais.

Atrações confirmadas

O espetáculo histórico conta com a curadoria de Chris Martin (vocalista do Coldplay) e unirá grandes nomes da música mundial. O line-up oficial inclui:

  • Madonna
  • Shakira (com participação especial do cantor nigeriano Burna Boy)
  • Justin Bieber
  • BTS
  • Coldplay ao lado do famoso coral infantil PS22 Chorus
  • Gustavo Dudamel (aclamado maestro venezuelano e diretor da Filarmônica de Nova York)
  • Personagens de Vila Sésamo e Os Muppets (como Kermit e Miss Piggy), reforçando a mensagem educativa do show.

Duração e estrutura

O show está programado para durar 11 minutos. O intervalo padrão do futebol tem duração de 15 minutos, mas, devido à alta complexidade de montagem e desmontagem do palco para o espetáculo, a pausa regulamentar pode ser ligeiramente estendida pela FIFA.

Qual é o objetivo?

Além do entretenimento, o espetáculo busca arrecadar US$ 100 milhões para o FIFA Global Citizen Education Fund, iniciativa voltada ao financiamento de projetos de educação e acesso ao esporte para crianças em todo o mundo.

Polêmicas

  • Quebra da regra: a IFAB limita o intervalo a 15 minutos, mas a pausa na final pode chegar a 25 ou 30 minutos por causa do show.
  • “Americanização” do futebol: críticos afirmam que a Fifa está aproximando a Copa do modelo de entretenimento do Super Bowl, com excesso de espetáculo e comercialização.
  • Impacto nos jogadores: um intervalo mais longo pode dificultar o reaquecimento dos atletas e aumentar o risco de lesões no segundo tempo.
  • Reação das emissoras: redes britânicas como BBC e ITV devem priorizar análises da partida na TV aberta e deixar a exibição do show para plataformas digitais.

Leia mais: Trump confirma presença na decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina no domingo

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