Em entrevista exclusiva ao programa Sobremesa, da TMC, nesta terça-feira (16), o cantor Naldo Benny afirmou que suas histórias públicas são baseadas em experiências reais e defendeu a forma como relembra sua trajetória.
Segundo o artista, a repetição dos relatos seria, para ele, um indicativo de veracidade. “Uma mentira você não consegue repetir. Tudo que eu contei até hoje é a mesma parada, porque eu só lembro porque vivi e vou repetir”, afirmou.
Naldo também disse que, embora possa variar pequenos detalhes com o tempo, as experiências centrais permanecem as mesmas. “Às vezes lembro de uma coisinha a mais, outra a menos, né? Um detalhe. Mas tinham pessoas comigo.”
Ele também mencionou episódios que considera inusitados envolvendo figuras internacionais, como LeBron James. “A pessoa com 10 ou 8 anos não lembra do que eu vivi, ela não vai lembrar. É muito comum. Vai lembrar que o LeBron James olhou para o pé dele e falou: ‘que tênis é esse aí, que nem eu tenho’.”
Estilo musical
Após comentar suas histórias, o cantor falou sobre sua carreira e relembrou o auge do funk no Brasil. Ele destacou o alcance que teve em diferentes regiões do país e afirmou ter vivido um momento de expansão do gênero. “Em 2013, eu fiz show no Brasil inteiro. Nunca tinham levado alguém do funk para lá.”
Naldo também explicou sua escolha artística por músicas com temas mais leves, como amor e dança, em vez de narrativas mais ligadas à realidade que viveu na infância e juventude e, mesmo realizando escolhas diferentes, ele jamais julgaria quem escreve letras de apologia ao crime, chamadas de também de “funk proibidão”. “Eu vi pessoas assassinadas, eu vi isso a minha vida inteira. Então, se eu fosse escrever sobre o que eu vivo, eu ia escrever sobre isso”, disse.
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“Acho maneiro quem faz um lance mais social, mas eu sentia que tinha que levar algo mais leve, falar de amor, de dança”, declarou.




