A influenciadora Pietra Bertolazzi se pronunciou oficialmente nesta sexta-feira (24) após a repercussão de suas críticas ao grupo sul-coreano BTS. Acusada de xenofobia e homofobia nas redes sociais pelos fãs, também conhecidos como ‘ARMYs’, do grupo, a empresária afirmou ter se tornado alvo de “uma organização criminosa” e revelou que o caso é investigado pela Delegacia de Crimes Cibernéticos de São Paulo.
A polêmica começou quando Pietra chamou os integrantes do grupo de “afeminados” após a apresentação na Copa do Mundo. Além de críticas, a reação envolveu vazamento de dados pessoais (doxxing), inscrições indevidas para mesária eleitoral e até filiação não autorizada ao PT.
Leia mais: Quem é Pietra Bertolazzi? Influenciadora teve dados vazados e fechou as redes após ataque ao BTS
Retaliação dos fãs
A reação do fandom do grupo ultrapassou a troca de farpas nas redes sociais. Como forma de retaliação, fãs do BTS teriam vazado os dados pessoais de Pietra na internet e usaram as informações para inscrevê-la involuntariamente como mesária voluntária em diversos estados para as eleições. Internautas também utilizaram os dados da influenciadora para filiá-la ao Partido dos Trabalhadores (PT) sem o seu consentimento.
Em nota oficial divulgada pelo Metrópoles, Pietra relatou a gravidade das ações: “Tornei-me alvo de todos os tipos de ataques coordenados por parte do que pode-se considerar uma organização criminosa […]. A Delegacia de Crimes Cibernéticos já identificou alguns dos responsáveis”, afirmou.
Segundo a influenciadora, os suspeitos responderão por uma extensa lista de crimes, incluindo fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica, perseguição (stalking) e associação criminosa. Ela relatou ainda ter sido vítima de ofensas misóginas e ataques direcionados à sua fé cristã.
Defesa contra acusações de preconceito
Ao se defender das acusações de homofobia e xenofobia, Pietra negou qualquer conduta preconceituosa e afirmou que sua fala foi direcionada apenas à “estética da indústria do entretenimento”:
“O termo ‘afeminado’ é usado para designar uma pessoa que possui características associadas ao feminino. A palavra, per se, não significa homossexual, inferior ou criminoso.”
Pietra encerrou o comunicado informando que não voltará a se manifestar publicamente enquanto o inquérito policial estiver em andamento: “Divergências de opinião pertencem a um estado livre. Ameaças de morte, perseguição, falsidade ideológica, fraude e intimidação pertencem ao Código Penal.”




