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Rio cria Praça Manoel Carlos no Leblon após morte do autor

Decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes homenageia escritor que faleceu aos 92 anos no sábado devido a complicações da Doença de Parkinson

Por Redação TMC | Atualizado em
O autor de novelas Manoel Carlos
Câmera Fotográfica (Foto: Alex Carvalho/Divulgação)

A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou a criação da Praça Manoel Carlos no bairro do Leblon, zona sul da cidade. O decreto foi publicado no Diário Oficial nesta terça-feira (13/01), assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD). A homenagem acontece três dias após o falecimento do autor de novelas, que morreu no sábado (10/01), aos 92 anos, em decorrência de complicações da Doença de Parkinson.

O espaço público está localizado na Avenida Bartolomeu Mitre, entre as ruas Juquiá e Desembargador Alfredo Russel. A administração municipal ainda não divulgou quando ocorrerá a cerimônia oficial de inauguração da praça.

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Conhecido como Maneco, o escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde recebia tratamento especializado. No último ano, a Doença de Parkinson havia afetado suas capacidades motoras e cognitivas.

Nascido em São Paulo em 1933, Manoel Carlos desenvolveu forte ligação com o Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar. O Leblon, bairro onde residia, tornou-se cenário recorrente em suas produções televisivas, ganhando projeção nacional através de suas tramas.

“Por que o Leblon? Porque eu moro aqui, só por isso. Eu vivo aqui. E gosto daqui, claro. Se eu morasse em Copacabana, e gostasse de Copacabana como morador, certamente eu escreveria, localizaria os meus protagonistas, as minhas tramas em Copacabana, na Barra, na Tijuca, em Jacarepaguá, em qualquer lugar”, disse o autor em entrevista.

Manoel Carlos mantinha uma relação próxima com o bairro desde sua mudança para o Rio. “Eu moro no Leblon desde que eu vim para o Rio. Eu não me preocupo tanto de que minha novela seja realista, naturalista, me preocupo que as minhas histórias sejam verossímeis”, afirmou.

O autor frequentemente incorporava elementos do cotidiano local em suas obras. “Eu até dou nome de personagens de gente verdadeira. Nas bancas de jornais (das novelas), eu uso o nome do jornaleiro”, contou.

Com a criação da praça, o município reconhece a contribuição do escritor para a projeção do Leblon no imaginário brasileiro através de suas novelas.

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