Renato Machado, um dos jornalistas mais reconhecidos do telejornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (16/07) aos 83 anos. O óbito ocorreu na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A TV Globo confirmou a morte e prestou homenagens ao profissional. A causa da morte não foi divulgada.
Na emissora, Machado acumulou uma trajetória de mais de quatro décadas antes de sua saída, em 2021. Sua passagem mais marcante foi à frente do Bom Dia Brasil, programa do qual foi apresentador e editor-chefe de 1996 a 2010, dividindo o posto com jornalistas como Leilane Neubarth e Renata Vasconcellos.
Uma carreira que começou no impresso
O jornalismo foi a escolha de Renato Machado desde 1969, quando começou como repórter no Jornal do Brasil, ainda longe das câmeras. A transição para a TV veio treze anos depois: em 1982, ele se juntou à TV Globo e, já no primeiro ano na emissora, integrou a equipe que cobriu a Guerra das Malvinas.
Em 1983, passou a atuar como correspondente internacional em Londres. De lá, acompanhou eventos que marcaram a história: em 1986, cobriu os atentados terroristas em Paris e o desastre nuclear de Chernobyl. Dois anos depois, em 1988, retornou ao Brasil para trabalhar como repórter especial.
Em depoimento ao Memória Globo, Renato Machado definiu o telejornalismo como um aprendizado permanente. “Para ser telejornalista é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra”, disse.
Mesmo após anos no estúdio, Machado voltou ao jornalismo de campo. Em setembro de 2011, retomou o posto de correspondente internacional em Londres. Em 2014, produziu uma série sobre vinhos da Provença para o Jornal Hoje. No ano seguinte, em 2015, cobriu os ataques terroristas ao jornal Charlie Hebdo, na França.




