No México, os repórteres “voam”. Parece ficção, mas é Copa do Mundo. Anfitriões animados com o torneio e o desempenho da seleção têm invadido entradas ao vivo e surpreendido jornalistas de TV jogando-os para o alto aos gritos de “quiere volar” (“quer voar” em espanhol), em comemoração que já se tornou viral nas redes sociais.
Na última quarta-feira (24/06), a torcida mexicana fez mais uma “vítima”, a repórter Escarlet Romero, do canal “NMás”. Em meio à euforia pela vitória por 3 a 0 sobre a Tchéquia, assegurando a campanha 100% da seleção da casa, a jornalista foi carregada por um grupo de lançada ao ar.
Em outro ponto da Cidade do México, o jornalista Jorge Monroy, do portal hispânico “Latinus”, também foi alvo após a partida realizada no Estádio Azteca. Além de “voar”, o repórter teve seu rosto coberto por spray, levando o âncora do telejornal às gargalhadas.
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Antes do jogo válido pelo Grupo A do Mundial, torcedores gritaram “quer voar” para Rey Rodríguez, correspondente da “CNN”. Ele tentou conter os mexicanos e disse que não queria ser levantado, mas aceitou a brincadeira e foi lançado durante uma transmissão ao vivo.
O repórter César García, da rede “Telediario”, “voou” duas vezes no mesmo dia! Em pontos diferentes cobrindo a animação dos mexicanos, foi abordado pela torcida e erguido até o céu. Sandra González, do mesmo veículo de comunicação, participou da celebração em outra entrada ao vivo.
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O movimento existe desde o início do Mundial. Na última semana, em Monterrey (MEX), o jornalista Óscar Gallardo, da “ESPN”, teve seu momento voador com a torcida e manteve o profissionalismo. “Estou voando totalmente ao vivo para vocês”, disse enquanto era levantado pelo público.
A comemoração tem gerado opiniões controversas nas redes sociais. A maioria apoia a festa com os repórteres, enquanto algumas pessoas consideram um exagero atrapalhar os profissionais de imprensa durante as entradas ao vivo. A brincadeira já provocou acidentes entre torcedores. Um jornalista sul-coreano, por exemplo, se recusou a “voar”.
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