Carlo Ancelotti saiu da goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, neste domingo (31/05) no Maracanã, com mais perguntas do que respostas. O técnico da Seleção Brasileira elogiou o desempenho do grupo, mas deixou claro: o time para a Copa do Mundo ainda não está fechado.
“A atuação da segunda parte foi importante para o time, para os jogadores que entraram, que mostraram qualidade, mostraram que podem competir com todos da lista. Mas temos que ter em conta que o rival baixou o ritmo, teve menos intensidade e ofereceu mais oportunidade de mostrar qualidade”, destacou Ancelotti.
“O primeiro tempo teve coisas boas e coisas a melhorar. Foi uma noite bonita, temos que agradecer a torcida, o ambiente criado, foi uma injeção formidável de confiança. Sei perfeitamente que começamos bem, com boa atitude, compromisso. O trabalho começou bem nestes dias, mas o trabalho não é só compromisso e atitude, é ser forte, resiliente, todos os dias, seja nos bons ou maus momentos para terminar bem“, complementou.
O treinador reconheceu o bom início da partida. Ele disse que o Brasil começou bem, com boa atitude e compromisso. Mas foi o segundo tempo que chamou atenção — tanto pelo que funcionou quanto pelo que ainda precisa ser definido.
Sobre Lucas Paquetá, jogador querido dos flamenguistas, Ancelotti foi direto: “Começamos a segunda etapa com o Paquetá mais aberto no aspecto defensivo, ofensivamente ele tinha que jogar por dentro. Mudavam a posição, mas tinham o mesmo papel. Em uma parte do jogo, o Danilo jogava pela esquerda, o time estava equilibrado. A atuação do Paquetá foi muito boa a nível de qualidade, de posse de bola, marcou, deu assistência, foi um nível muito alto.”
“Como disse, se coloco Paquetá à frente na esquerda, sei que não pode jogar como um extremo. Mas no aspecto defensivo pode fechar na lateral. Até a Copa, quero criar um pouco de suspense, porque se não, não temos o que falar. É uma ajuda a vocês. Acabou o tema Neymar, então esse é um bom tema para estar atento”, emendou sobre Danilo.
Outro ponto avaliado foi o perfil de Igor Thiago. Ancelotti indicou que vê no atacante uma característica que a equipe precisa, sinalizando que o uso de um centroavante fixo está em discussão.
“Igor Thiago é um perfil de atacante que eu acho que a equipe precisa porque em alguns momentos do jogo, sobretudo quando pode ser que tenha rivais que colocam pressão, pode jogar a bola para ele, é muito forte, controla. O perfil é muito importante para nós. Vamos jogar com três meias… Acho que a estrutura defensiva é 4-4-2. Depois eu posso escolher como hoje, que Vini e Raphinha eram os dois na frente, Cunha extremo esquerdo. Estou falando de aspecto defensivo, porque a estratégia você pode notar só quando não tem a bola. Quando não tem, na primeira parte Cunha era esquerdo, Casemiro, Bruno, Luiz Henrique. Posso como extremo colocar um meia ou um lateral. Depois há que equilibrar o aspecto defensivo com ofensivo. Isso vai ser para a comissão técnica o tema até o primeiro jogo. Equilibrar melhor a equipe”, explicou o treinador.
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A escalação definitiva ainda depende de reforços. Faltam Marquinhos, Magalhães e Martinelli para completar o grupo, além do lesionado Neymar. Mesmo assim, o técnico garantiu uma certeza: serão 11 jogadores em campo no primeiro jogo.
“Definido 100%, obviamente, não. Faltam jogadores. Faltam Marquinhos, Magalhães, Martinelli, a lista não está completa. Sigo pensando que tenho uma boa lista. É fazer uma avaliação do treino nesses 13 dias, porque também o jogo de hoje mostrou jogadores mais em condição física e outros um pouco menos. Com tranquilidade, com calma, ao final vamos tomar a decisão correta. De uma coisa estou seguro: que vão ser 11 (jogadores) no primeiro jogo”, ponderou o italiano.
A Seleção parte para os Estados Unidos na noite desta segunda-feira. O próximo compromisso é um amistoso contra o Egito, em Cleveland, no sábado que vem. Depois disso, restam 13 dias de treino antes da estreia no Mundial.
O Brasil entra em campo pela primeira vez na Copa do Mundo no dia 13 de junho, diante de Marrocos. O esquema base avaliado por Ancelotti é o 4-4-2, mas mudanças táticas seguem na mesa.




