Carlo Ancelotti não tem dúvida: o Brasil vai ser campeão. Em clima de Copa do Mundo, o treinador italiano afirmou que acredita no hexacampeonato da seleção brasileira e disse que está elevando as “expectativas” em seu elenco. O Mundial começa na próxima quinta-feira, dia 11 de junho, nos Estados Unidos, México e Canadá.
“Acho que sim (vamos ganhar). Quero criar uma expectativa alta nos meus jogadores. Quando a expectativa é alta, a motivação é maior”, declarou o treinador, em entrevista ao ex-jogador Paulo Roberto Falcão no canal de Duda Garbi.
O treinador destacou que o trabalho mental será tão importante quanto o tático. “O aspecto mental é muito importante, os jogadores precisam ser altruístas, humildes, trabalhar forte para fazer uma coisa, colocar a qualidade que cada um tem para o time”, declarou.
Sobre o perfil que não tolera, o italiano foi direto: jogador preguiçoso vai para o banco. “O jogador preguiçoso é muito difícil administrar. O preguiçoso não tem que jogar. Vai para o banco. Preguiçoso que não trabalha bem não pode jogar futebol para mim.”
No campo tático, o plano é usar uma linha de quatro defensores, dois volantes, atacantes abertos nas pontas e dois jogadores por dentro do ataque.
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O Brasil estreia contra Marrocos no dia 13. Ancelotti avaliou os adversários do grupo e apontou os marroquinos como o rival mais complicado. “Marrocos é uma equipe muito bem organizada a nível defensivo, uma das equipes mais importantes da África, muito sólido defensivamente. Fazer gol no Marrocos não é tão fácil, tem que jogar bem na frente. Haiti e Escócia são equipes mais físicas, com menos qualidade individual que Marrocos, apoiam muito o jogo no aspecto físico.”
Haiti e Escócia, na visão do técnico, são equipes mais físicas e com menos qualidade individual. Ele disse que essas seleções apoiam o jogo principalmente no aspecto físico.
Ao falar sobre os favoritos ao título, Ancelotti citou França, Brasil, Argentina, Espanha e Portugal como equipes de alto nível, cada uma com características distintas.
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Neymar entrou por mérito, não por pressão
A convocação de Neymar gerou barulho, e Ancelotti admitiu ter sentido o clamor em todo lugar — estádios, aeroportos, restaurantes. Mas deixou claro que a pressão popular não pesou na decisão.
“Sim, sentia (o clamor). Por todos os lados, estádios, aeroportos, restaurantes, tudo. Não (convocou por isso), certamente não. É normal, assim você pode entender como futebol é importante neste país. Acho que o amor que o povo tem pela Seleção é único. Não há nenhum outro país no mundo que tem esse amor pela Seleção. Neste aspecto, o Brasil é único.”
“O momento que Neymar começou a jogar com continuidade no Brasileiro. No último período, depois da data Fifa de Março, em abril ele jogou com continuidade e com um bom nível.”




