Como surgiu a faixa “Las Malvinas son argentinas”, que roubou a cena na classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo 2026? O tecido com a provocação à Inglaterra em referência à Guerras das Malvinas (1982) acrescentou o componente político que a Fifa proíbe. Por causa da manifestação, a entidade pode aplicar sanções.
A faixa saiu da arquibancada do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA), diretamente para as mãos dos jogadores, que estenderam a mensagem de orgulho argentino no meio do campo para milhões de pessoas.
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A história da faixa começa antes da partida. Um grupo de torcedores teve a ideia de exaltar as Malvinas, epicentro da rivalidade entre Argentina e Inglaterra há mais de quatro décadas. Para isso, eles roubaram um lençol do hotel onde estavam hospedados e, com um spray, escreveram a frase que marcou a semifinal da Copa.
No estádio, a torcida conseguiu driblar a segurança da Fifa e escondeu o lençol entre os pertences. Sem ingressos para aquele setor, o grupo aproveitou a movimentação da arquibancada argentina para se posicionar atrás do gol onde Enzo Fernández e Lautaro Martínez viraram a partida sobre a Inglaterra.
Segundo o jornal argentino, “La Nación”, um segurança avistou os manifestantes a cinco minutos do fim do jogo e comunicou que a polícia havia sido acionada para confiscar a faixa. Para salvar o protesto e evitar a expulsão do estádio, o torcedor atirou o tecido no campo, enrolado em uma garrafa plástica, sem imaginar o que aconteceria em seguida.
O lençol caiu a centímetros da grande área, quando o meio-campista Giovani Lo Celso se aproximou e desenrolou o tecido da garrafa. O zagueiro Cristian Romero e o atacante Lisandro Martínez também chegaram perto. Os três estenderam a faixa na direção da torcida e, na sequência, deixaram-na aberta sobre o gramado.
O protesto estava consolidado, corroborando o refrão da música “La Cuarta Estrella”, que pede o tetra “pelas Malvinas, por Diego e pela última de Leo”.
Que fim levou a faixa? Torcedores ficaram preocupados com o destino do lençol que entrou para a história, já que a Fifa fez vista grossa para a manifestação política. O garçom da seleção, Patricio Auber, tranquilzou a “hinchada” e publicou uma foto do tecido mostrando que estava “em boas mãos”, isto é, em posse da delegação.




