A principal dúvida da seleção brasileira para o confronto contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, segue sendo o substituto de Lucas Paquetá. Embora tenha evitado confirmar a escalação, o técnico Carlo Ancelotti deu indícios, em entrevista coletiva, de que Gabriel Martinelli é o favorito para assumir a vaga do camisa 8, que está fora do restante do torneio após sofrer uma lesão na coxa esquerda.
O treinador explicou que ainda avalia as características do adversário antes de definir a equipe, mas destacou que possui diferentes alternativas para o setor.
“Temos diferentes características. Danilo é diferente do Martinelli, que é diferente do Matheus Cunha e do Éderson. Vou escolher o jogador em função do jogo da nossa equipe, tendo em conta a força do rival”, afirmou.
Segundo Ancelotti, o substituto de Paquetá precisa cumprir funções tanto defensivas quanto ofensivas. Sem a bola, o jogador deve recompor pelo lado esquerdo do campo. Já com a posse, precisa ocupar a faixa de centro-esquerda e participar da construção das jogadas.
Nesse aspecto, o italiano ressaltou que Martinelli e Danilo Santos são os atletas que melhor executam esse papel defensivo pelo lado esquerdo.
“Quando a equipe não tem a bola, tem que defender pela esquerda. Isso o Martinelli e o Danilo podem fazer. Com bola, tem que ocupar bem a função centro-esquerda. A nível ofensivo e defensivo não muda. Muda a interpretação do jogador dependendo das características.”
Martinelli treinou entre os titulares nas últimas atividades e aparece como principal candidato à vaga. Danilo Santos surge como alternativa para quem busca maior proteção defensiva no meio-campo.
Jogo promete equilíbrio
Ancelotti espera um confronto difícil diante da Noruega e alertou para o equilíbrio das seleções na atual Copa do Mundo. O treinador destacou a capacidade da equipe europeia nas transições rápidas e lembrou que resultados recentes mostram como o torneio tem sido competitivo.
A Noruega chega embalada por um estilo de jogo mais ofensivo, liderado por Erling Haaland e Martin Ødegaard, e ainda carrega um retrospecto curioso: é a única seleção que jamais perdeu para o Brasil, somando duas vitórias e dois empates no histórico do confronto.
Outra novidade é a situação de Raphinha. Recuperado de uma lesão na coxa, o atacante voltou a treinar normalmente, mas ainda não está em plenas condições físicas. A tendência é que comece a partida no banco de reservas e ainda não seja utilizado ao longo do jogo.




