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Referência na cobertura do São Paulo FC, Caíque Silva une o dinamismo do rádio à profundidade do digital. Com experiência em Copas do Mundo, ele traz os bastidores e as notícias quentes do cotidiano tricolor na TMC.

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Ano eleitoral agita bastidores políticos do São Paulo

Clube vive momentos conturbados dentro e fora de campo antes da importante eleição no final do ano para o próximo triênio

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Foto: Reprodução

O ano de 2026 do São Paulo Futebol clube, além de desafiador dentro de campo, também será determinante para o futuro político do clube pelos próximos três anos (2027-2029), já que a eleição presidencial está marcada para a primeira quinzena de dezembro, a escolha de novos conselheiros vitalícios acontecerá nos próximos dias e a eleição de novos conselheiros em novembro. E como todo ano eleitoral, os bastidores políticos já estão bastante movimentados.

Leia mais: Polícia investiga grandes saques em espécie de Julio Casares após depoimentos de testemunhas

Com a recente troca da presidência do clube após a renúncia de Julio Casares (que sofreria impeachment) e a chegada de Harry Massis ao poder, algumas movimentações políticas mais fortes passaram a acontecer. Grupos que representavam a antiga oposição, por exemplo, passaram a apoiar a nova gestão, mas uma ruptura aconteceu após algumas tomadas de decisões, inclusive no futebol.

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A primeira manifestação pública de descontentamento com a “gestão Massis” foi por parte do Movimento Salve o Tricolor Paulista (STP), grupo que liderou manifestações no clube social contra Casares, e aconteceu após o presidente garantir a permanência de Roger Machado no comando técnico da equipe e de Rui Costa como executivo de futebol, além de afirmar à imprensa, em nota, que recebeu forte apoio da oposição. Veja um trecho da nota:

“Nos reunimos com lideranças do grupo Nova União, que representa mais de 180 conselheiros da instituição. Entendemos que o momento pede união de todos os são-paulinos para que, juntos, consigamos alcançar os resultados que esperamos. É muito importante termos a torcida ao nosso lado, pois são o nosso grande combustível para lutar pelo melhor para a entidade. Queremos reforçar que Rui Costa e Roger Machado têm o apoio e a confiança da gestão e de toda a nossa coalizão no clube”, disse Harry Massis.

Logo após a declaração do presidente, o STP se manifestou também em nota oficial desmentindo o apoio e fazendo pela primeira vez duras críticas ao novo mandatário:

“O Grupo Salve o Tricolor Paulista manifesta sua firme oposição à gestão Massis e rejeita a alegção – difundida na mídia – de suposto apoio de 180 conselheiros – número que não reflete a realidade plural e diversa do conselho. O presidente Massis ainda mantém em seus cargos, de maneira inaceitável, diretores executivos e assessores diretos totalmente identificados com a gestão Julio Casares. Os recentes equívocos no departamento de futebol são reflexo direto da incapacidade da atual administração de promover mudanças estruturais. Fica evidente que a atual gestão representa mera continuidade da anterior. Harry Massis reafirma, a cada decisão, sua condição de vice de Julio Casares”.

A partir dessa sequência de notas, aconteceu o que Massis mais temia, que a política do clube voltasse a ser dividida em “situação” e “oposição” de lados totalmente distintos.

“CHUMBO TROCADO”

Outro episódio de clara ruptura da nova gestão com outros nomes fortes da política do clube se deu após o pedido de Massis pela expulsão do quadro de associados de Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, após divergências envolvendo a reforma estatutária do São Paulo. O pedido surgiu após uma discussão, encabeçada pelo próprio Olten, que tentava fazer com que o atual mandatário renunciasse ao cargo e as acusações mútuas sob a acusação de gestão temerária de ambos os lados.

Em resposta ao pedido de expulsão de Olten Ayres, conselheiros da oposição e aliados políticos do presidente do conselho pediram também o afastamento de Massis, alegando irregularidade na composição do Conselho de Administração (atuando sem o número mínimo de membros independentes exigido pelo estatuto), além da apuração de possível gestão temerária do antigo vice-presidente de Julio Casares.

CENÁRIO POLÍTICO ATUAL (SITUAÇÃO X OPOSIÇÃO)

Pelo lado da situação de forma declarada, estão os grupos políticos Vanguarda Tricolor (grupo de Harry Massis, Marcelo Pupo e Leonardo Serafim), que está criando uma aliança com o grupo Sempre Tricolor (de Chapecó e Adilson Alves Martins, nomes fortes nos bastidores do clube). Junto a eles está o SOMOS SPFC (com Richard Magalhães e Leandro Alvarenga, além de antigo grupo político de Dedé, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, os dois últimos expulsos do quadro associativo pelo escândalo do Camarote 3A), .

Sem lado político claro e por conta disso com grandes chances de decidir a próxima eleição está o Legião (grupo que tinha como nome forte Carlos Belmonte e hoje liderado por Vinícius Medeiros).

Já pela oposição do atual governo Massis estão os grupos Força SPFC (grupo de Olten Ayres), Novo São Paulo (com Vinícius Pinotti, Daurio Speranzini e Kauê Lombardi) e o STP (Salve o Tricolor Paulista, já citado e de forte atuação no dia a dia do clube).

POSSÍVEIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

Pelo lado da situação, há uma tendência de que concorram ao cargo Adilson Alves Martins ou o próprio presidente Harry Massis, que havia negado ser futuro candidato logo após assumir seu atual cargo.

Já pelo lado da antiga oposição, há uma articulação para que o nome lançado seja o de Rogério Caboclo, ex presidente da CBF.

GUERRA PELA VITALICIEDADE

Nos próximos dias, o São Paulo irá eleger os 10 novos conselheiros vitalícios do clube. A eleição ocorre dentro do conselheiro deliberativo, com forte influência do conselho consultivo (grupo de notáveis e ex presidentes do clube), mas ainda sem data definida. Segundo apurações, a votação que irá determinar a expulsão ou não de Antonio Donizetti Gonçalves (Dedé – ex-diretor do clube social tricolor), marcada para o próximo dia 13 de julho, fez com que o dia do pleito fosse postergado.

Nos bastidores, a disputa pelas dez cadeiras do vitalício está ferrenha, pois vários acordos políticos visando a eleição para o conselho deliberativo e a presidência no final do ano dependem da divisão desses lugares. A expectativa é de que hoje 80 a 85 sócios/conselheiros estejam na disputa por um dos maiores cargos dentro do clube abaixo da presidência.

“Ter um conselheiro vitalício eleito significa garantia de voto, na maioria dos casos, sem precisar fazer campanha eleitoral. E mais: dentro do São Paulo, a figura do vitalício tem respeito no quadro associativo. Ou seja, um vitalício pode indicar nomes e ser um ótimo ator político para se eleger mais conselheiros da sua chapa”, afirmou uma fonte à reportagem TMC, explicando a importância da definição a ser tomada em breve.

OLTEN AYRES NO CENTRO DA GUERRA POLÍTICA

No último dia 02 de junho, o presidente do conselho deliberativo, Olten Ayres, teve seu afastamento rejeitado pelos conselheiros por uma diferença de somente dois votos, o que gerou uma repercussão extremamente negativa pelo fato da “velha oposição” e do grupo de Vinícius Pinotti, – visto como possível nome forte ao próximo pleito de presidente – terem “salvo” Olten, com a alegação de que o movimento político abriria espaço para que o atual presidente do clube, Harry Massis, colocasse algum nome de sua confiança (algum possível apoiador da antiga gestão Casares) num cargo de alta relevância na política do clube.

De lá para cá, os dois grupos políticos já reúnem conselheiros que declaram nos bastidores que após a definição da vitaliciedade, haverá uma nova tentativa de expulsar Olten, mas agora com um posicionamento oposto ao da última votação.

No final do mês de abril, o próprio presidente do conselho deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, sofreu uma representação pedindo a sua expulsão devido a um caso de “secretária fantasma” que atuava em home office, apresentava registros de ponto suspeitos e enviava relatórios através de um e-mail externo com a terminação “abreujr.com.br”. Sua oitiva está marcada para o dia 5 de agosto e, caso seja recomendada sua expulsão, seu julgamento deverá ocorrer no início de setembro.

AS SUPOSTAS 171 MULTAS DE TRÂNSITO DE OLTEN AYRES

Nos últimos dias, uma nova polêmica envolvendo o nome de Olten Ayres, presidente do conselho do São Paulo, movimentou e causou revolta em membros da política do clube. Isso porque a Comissão de Ética arquivou a representação apresentada contra Olten referente ao caso das supostas 171 multas de trânsito envolvendo um veículo do clube. A decisão foi proferida pelo relator Luiz Braga, que entendeu que a denúncia foi apresentada fora do prazo, classificando a representação como intempestiva e sem elementos mínimos para justificar a abertura de um processo disciplinar.

O arquivamento, no entanto, gerou questionamentos por parte de alguns conselheiros. Eles apontam que Luiz Braga integra a chapa de candidatos à vitaliciedade no Conselho Deliberativo apoiada pelo grupo de Olten Ayres, o que poderia configurar um potencial conflito de interesses. Apesar da decisão, Olten Ayres continua respondendo a outro procedimento na Comissão de Ética, que apura uma suposta gestão temerária. O processo ainda não tem data marcada para audiência e, no momento, também está sem relator.

A situação ocorre após mudanças na composição da Comissão de Ética promovidas na última sexta-feira (3). Na ocasião, Olten Ayres destituiu Antonio Maria Patino da presidência do colegiado e também afastou o conselheiro Marcelo Gatto, que era o relator do processo sobre a suposta gestão temerária. Com isso, o caso será redistribuído. Após a reformulação, Mário Braga assumiu a presidência da Comissão de Ética, enquanto Fábio Azambuja passou a integrar o colegiado na vaga anteriormente ocupada por Marcelo Gatto.

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