Fabiano Farah
Fabiano Farah Mais sobre o autor

Fabiano Farah é jornalista, atuando na profissão desde 1995. Setorista do Santos FC, soma décadas de jornalismo esportivo, com experiência na cobertura de eventos nacionais e internacionais. No comando do canal "E SÓ DÁ SANTOS", ele traz para a TMC informações exclusivas e uma análise apaixonada sobre o Peixe.

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Contagem regressiva para Neymar na Copa de 2026

Camisa 10 do Santos aparece em pré lista e aumenta expectativa para a disputa da última Copa do Mundo da carreira

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Neymar
(Foto: Marcelo Machado De Melo/Reuters)

Faltam poucos dias para a lista final de Carlo Ancelotti, e uma pergunta ecoa das arquibancadas da Vila Belmiro aos gabinetes da CBF: Neymar estará nela? A expectativa para a Copa do Mundo de 2026, sediada na América do Norte, carrega um peso inédito para o craque, que hoje vive uma realidade de “recomeço” em solo brasileiro.

Diferente de outros mundiais, onde ele era a certeza absoluta e o sol em torno do qual o sistema tático orbitava, 2026 apresenta um Neymar que luta, acima de tudo, contra o próprio histórico clínico. O retorno ao Santos foi o movimento estratégico para reencontrar o carinho do torcedor e o ritmo de jogo, mas as lesões persistentes no joelho e as questões musculares tornaram sua presença um enigma técnico.

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O fator Ancelotti e a opinião pública

Recentemente, uma pesquisa do Datafolha revelou que 53% dos brasileiros ainda desejam ver o camisa 10 no Mundial. É a prova de que, apesar das polêmicas e do ceticismo de parte da crítica, o talento de Neymar ainda é visto como o “fator X” capaz de decidir um jogo em um único lance.

Por outro lado, o técnico Carlo Ancelotti enfrenta um dilema puramente pragmático. O treinador italiano é conhecido pelo equilíbrio e pela gestão de grupos. Levar um Neymar que, segundo analistas, pode não ter condições físicas para atuar os 90 minutos de sete partidas intensas, exige uma engenharia tática — talvez utilizá-lo como um “trunfo” para o segundo tempo, uma peça estratégica de luxo.

O que está em jogo?

  • Redenção Histórica: Após as decepções de 2014, 2018 e 2022, esta seria a última chance real de Neymar selar seu legado com o hexa.
  • Liderança Técnica: Em uma seleção repleta de jovens talentos, a experiência de um veterano que conhece o peso da camisa pode ser o diferencial em momentos de pressão.
  • Condição Física: O grande adversário não é a Argentina ou a França, mas sim a capacidade de recuperação de seu corpo após tantas cirurgias.

A data marcada para o anúncio é 18 de maio. Até lá, cada minuto de Neymar em campo pelo Peixe será observado sob um microscópio. O Brasil quer o hexa, e a grande questão é se o caminho para a glória ainda passa obrigatoriamente pelos pés do seu maior artilheiro histórico.

Seja como protagonista absoluto ou como um mentor técnico vindo do banco, a presença de Neymar em 2026 não é apenas uma questão de escalação; é a busca pelo capítulo final de uma história que ainda parece inacabada.

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