O Corinthians voltou a descumprir um compromisso financeiro com o Cuiabá. Na última segunda-feira (31/08), o clube paulista deixou de efetuar um pagamento que havia se comprometido a realizar. No dia seguinte, o Cuiabá recorreu à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) solicitando a manutenção de todas as sanções vigentes: transfer ban, multa, bloqueio de contas e repasse de receitas da CBF. A informação foi dada pelo GE e confirmada pela TMC.
O montante total que o Corinthians deve ao clube mato-grossense gira em torno de R$ 17 milhões. O valor tem origem na aquisição do volante Raniele, contratado em janeiro de 2024.
Em documento apresentado à CNRD, o Cuiabá foi direto ao ponto: “O Corinthians assumiu compromisso processual específico, com data certa, depois de já ter deixado de cumprir o cronograma homologado. Ainda assim, novamente não pagou. A sequência de fatos revela conduta incompatível com a confiança excepcional que sustenta um plano coletivo: inadimplemento da obrigação original, pedido unilateral de postergação, promessa de pagamento perante esta Câmara e, por fim, descumprimento da própria promessa”.
O plano que não sai do papel
O plano coletivo de pagamento foi homologado pela CNRD em abril do ano passado. Pelo acordo firmado, R$ 76 milhões serão repassados ao longo de seis anos, em parcelas trimestrais, das quais 80% são destinados ao credor principal e 20% cobrem honorários advocatícios.
O calendário do plano previa vencimentos em 17/07 e 17/10. O Corinthians prometeu quitar as duas parcelas juntas até 31/08, mas não cumpriu.
Crise financeira e transfer ban
O quadro financeiro do Corinthians é delicado. Em junho, o clube revelou que somente em 2026 terá de honrar obrigações que somam R$ 170 milhões. A paralisação do calendário do futebol brasileiro em razão da Copa do Mundo agravou a situação: o clube perdeu receitas provenientes de ingressos, patrocínios e mídia digital.
O transfer ban atual impede o registro de novos jogadores por seis meses. Com a restrição em vigor, o Corinthians não fechou nenhum negócio na janela de transferências e não viu entrada de novos recursos por essa via.
Além do passivo com o Cuiabá, o clube acumula atraso de um mês de direitos de imagem junto aos elencos masculino e feminino.
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