Na última quarta-feira (20/05), a Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga possíveis furtos qualificados de materiais esportivos da Nike no Corinthians. Nele, o delegado Cesar Antonio Borges Saad, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), apontou não haver indícios suficientes de crime.
A informação foi inicialmente divulgada pela jornalista Livia Camilo e confirmada pela TMC, que teve acesso ao relatório final. “Apesar dos indícios de falhas administrativas e inconsistências operacionais, não foram produzidos, até o presente momento, elementos probatórios suficientes aptos a individualizar autoria delitiva específica relacionada à prática do crime de furto qualificado pelo abuso de confiança, tampouco evidências concretas de organização estruturada voltada ao desvio patrimonial dos materiais esportivos investigados“, conclui Cesar Saad.
O foco da apuração policial era identificar se havia o desvio dos materiais esportivos fornecidos pela Nike ao Corinthians junto da venda ilegal desses itens.
Durante a apuração do caso, a Polícia Civil ouviu o presidente Osmar Stabile, o diretor de TI Marcelo Munhoz, o vice-presidente Armando Mendonça, o ex-diretor administrativo Fabio Soares, o ex-observador técnico Italo Ramos e o ex-gerente administrativo e responsável pelo almoxarifado da Nike no Parque São Jorge Rafael Salomão.
Além deles, Marcio Yamaguchi, que vende camisas pelas redes sociais, e Renato Aguiar, diretor de marketing da Fisia, distribuidora da Nike no Brasil, também foram escutados.
Nesses diálogos, o Corinthians entendeu que haviam diversos pontos de melhoria e fiscalização. A Fisia, por sua vez, disse que se responsabilizava apenas pelo fornecimento dos materiais. Controle, estoque e distribuição ficavam sob responsabilidade do Alvinegro.
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Agora, o relatório será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que decidirão se o caso será arquivado ou se vão ser necessárias novas apurações.




