A fase turbulenta vivida pelo Santos Futebol Clube foi o tema central do programa “Papo de Craque” desta semana. Apesar de contar com um elenco que, no papel, é considerado um dos mais fortes do futebol brasileiro — com nomes como Neymar, Gabigol, Zé Rafael e Tiquinho Soares —, o desempenho em campo tem preocupado torcedores e especialistas. Segundo Fabiano Farah, a dívida ultrapassa R$ 1 bilhão.
Durante o debate, a falta de “entrega” e a apatia dos jogadores foram apontadas como fatores críticos, especialmente após a derrota no clássico contra o São Paulo. Para os analistas, o time parece cansado e desconectado, contrastando com a mudança de postura vista no rival, que conseguiu uma virada de chave após a chegada de lideranças como Rafinha.
Estrelas isoladas e falta de coletivo
A análise aponta que as grandes contratações não surtiram o efeito esperado no coletivo santista. O retorno de Neymar no ano passado e a chegada de Gabigol na atual temporada foram citados como movimentos de mercado que, isoladamente, não resolveram os problemas estruturais do time.
“O elenco não foi. Chegou o Neymar ano passado e o elenco não foi. Esse ano chegou o Gabriel e o elenco não está indo”, avaliou o comentarista convidado, ressaltando que a presença de craques não tem sido suficiente para evitar a estagnação da equipe.
Conflitos internos e teimosia tática
Além do desempenho técnico, os bastidores do clube vivem momentos de tensão. A relação entre a diretoria e o técnico Juan Pablo Vojvoda é marcada por desencontros de comunicação. Um exemplo citado foi o caso da contratação do jogador Bilal Ibrahim: enquanto a presidência afirmou que o atleta foi um pedido do treinador, Vojvoda negou publicamente a solicitação, expondo uma fratura na gestão do futebol.
O treinador também é alvo de críticas por sua “teimosia” em manter convicções táticas que não têm funcionado e pela relutância em utilizar garotos da base, insistindo em uma formação que não traz resultados práticos.
Alerta ligado
O cenário é de urgência. Com o time flertando com a zona de rebaixamento no Campeonato Paulista, a avaliação é de que discursos amenos sobre “evolução” ou “começo de temporada” não condizem com a realidade. A cobrança recai agora sobre o departamento de futebol e a presidência para que tomem ações concretas antes que a crise se torne irreversível, visto que a atual posição na tabela é incompatível com o investimento e a história do clube
