Mostafa Shobeir entrou para um seleto grupo de goleiros ao defender uma cobrança de pênalti de Lionel Messi. O feito aconteceu nesta terça-feira (07/07), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, num duelo válido pelas oitavas da Copa do Mundo 2026. Ainda assim, o Egito caiu diante da Argentina pelo placar de 3 a 2.
A defesa do goleiro de 25 anos não foi suficiente para poupar a seleção africana da eliminação. O Egito chegou a construir uma vantagem de 2 a 0, mas a Argentina conseguiu a virada já nos instantes finais da partida.
O que aconteceu no jogo?
O jogador do Al Ahly carregava uma noite perfeita contra a atual campeã mundial. A partida começou de forma mágica para os egípcios, que venciam a Argentina por 1 a 0 quando um pênalti foi assinalado a favor dos sul-americanos. Lionel Messi assumiu a responsabilidade, mas Shobeir esbanjou reflexo e frieza ao voar no canto esquerdo e espalmar a cobrança do camisa 10. Naquele momento, os internautas explodiram as redes sociais com comentários exaltando o desempenho do goleiro.
O cenário mudou drasticamente no segundo tempo, após os gols que decretaram o empate e, logo em seguida, a virada, que selou a desclassificação do Egito. Uma avalanche de comentários tomou conta da internet. Para muitos torcedores, Shobeir falhou nos lances dos gols argentinos, criando-se a narrativa de que ele teria falhado em bolas defensáveis.
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O tribunal da web rapidamente transformou a segurança demonstrada diante de Messi em questionamentos sobre o rendimento do goleiro no restante do duelo. “Shobeir, goleiro do Egito, tirou a mão da bola achando que ia pra fora, e foi na TRAVE. Psicopata”, disse um internauta. “Bom esse goleiro do Egito”, pontuou outro, ironicamente. Após o 3 a 2 da Argentina, Shobeir acabou com a pecha de “mão de alface”.
A rapidez com que o goleiro foi de salvador a alvo de críticas pesadas reflete a linha tênue e, por vezes, injusta que separa o heroísmo da vilania no futebol moderno.
Quem é Mostafa Shobeir
Shobeir é titular do Al Ahly, clube egípcio, e ganhou a posição de guardião da seleção nacional ao longo da jornada do Egito no Mundial de 2026. O técnico Hossam Hassan depositou confiança no jovem, que só havia estreado pela equipe principal em 2024 e também acumulou experiência na Copa das Nações Africanas.
O sobrenome carrega peso histórico. Seu pai, Ahmed Shobeir, também foi goleiro do Al Ahly e defendeu o Egito no Mundial de 1990, disputado na Itália. Agora, o filho escreveu o próprio capítulo — mesmo que com eliminação no fim.




