Atual campeã mundial, a seleção da Argentina conquistou mais uma vitória incrível nesta Copa do Mundo 2026. Nesta terça-feira (07/07), com direito a pênalti perdido por Lionel Messi, os argentinos chegaram a estar perdendo do Egito por 2 a 0, em Atlanta, nos Estados Unidos, mas reagiram no segundo tempo e buscaram a virada, pelo placar de 3 a 2, com gol nos acréscimos.
Messi viveu momento de vilão e de herói. Após ampliar o recorde de penalidades perdidas em Copa do Mundo na etapa inicial, o craque anotou o gol de empate, no segundo tempo. E ajudou a adiar sua despedida em Mundiais. Com oito gols, se isolou na artilharia da competição.
O resultado marca a segunda vitória seguida da Argentina pelo placar de 3 a 2, novamente sobre uma seleção considerada inferior tecnicamente e em termos de tradição. O time sul-americano sofreu durante a maior parte dos 90 minutos, porém “resolveu” a partida com três gols num intervalo de apenas 12 minutos.
A Argentina terá pela frente agora o vencedor do confronto entre Suíça x Colômbia, que entram em campo às 17 horas (de Brasília) desta terça-feira. O confronto das quartas de final está marcado para sábado (11/07), às 22 horas.
Craque vacila e goleiro brilha
Após sofrer contra Cabo Verde no início do mata-mata, a Argentina foi surpreendida pela estratégia egípcia nesta terça. Salah e companhia impuseram forte marcação, muitas vezes alta, e esbanjaram solidez na defesa ao longo dos primeiros 45 minutos. Ao mesmo tempo, levavam perigo no contra-ataque.
A tática começou a funcionar aos 14 minutos. Em jogada iniciada pelo craque do time, Ibrahim escorou de cabeça e abriu o placar. Do outro lado, a Argentina sofria para ameaçar o gol egípcio. Numa chance clara, porém em impedimento, Enzo Fernández mandou para fora, aos 9.
A situação parecia se “normalizar” quando o árbitro marcou pênalti em lance duvidoso de Tagliafico na área. Messi foi para a cobrança e parou no goleiro Shoubir, ampliando seu recorde de penalidades perdidas (4) em Copas do Mundo.
Foi o primeiro de seguidos lances em que o goleiro do Egito brilhou. Ele também parou cabeçada forte de Mac Allister na cobrança. Em seguida, teve incrível sangue frio para tirar a mão em finalização de Messi, em cobrança de falta, que parou na trave. Aos 38, parou chute de Julián Álvarez quase à queima-roupa.
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Virada incrível
O susto argentino se transformou em desespero ao longo da etapa final. Os comandados de Lionel Scaloni tiveram um aperitivo aos 12, quando um contra-ataque fulminante culminou em bola na rede. Zico, em homenagem ao craque brasileiro da seleção e do Flamengo, celebrava o belo quando o VAR foi chamado. Uma falta egípcia no início da jogada adiou o segundo gol da partida.
O roteiro se repetiu nove minutos depois. Aos 21, novo contra-ataque veloz, nova finalização certeira de Zico. Sem falta, sem contestação, sem VAR: 2 a 0.
Na base do desespero, o treinador argentino esvaziou o meio-campo e botou mais dois jogadores para reforçar o setor ofensivo: Lautaro Martínez, que vinha sendo titular até este jogo, e Nico González. Nada disso superava a forte marcação egípcia, que se fechava com uma linha de até seis jogadores.
Numa rara falha da defesa egípcia, Romero escorou de cabeça e descontou para os argentinos, aos 33. O gol deu ares dramáticos para a partida e reanimou a torcida sul-americana nas arquibancadas.
A pressão deu resultado aos 37. Depois de um improvável bate-rebate na área, a bola sobrou para Messi. Quase da marca do pênalti, o craque mandou no travessão e viu a bola morrer no fundo das redes: 2 a 2.
O gol salvador dos argentinos veio aos 46 minutos do segundo tempo, com Enzo Fernández, levando um misto de festa e alívio para as arquibancadas do estádio de Atlanta.
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