Falta uma Copa do Mundo para Cristiano Ronaldo, e sua última chance de levar a taça inédita para Portugal começa nesta quarta-feira (17/06), contra a República Democrática do Congo, na primeira rodada do Grupo K. O jogo será realizado em Houston, nos Estados Unidos, marcando o retorno de CR7 ao país onde, sete anos atrás, nem podia pisar sob risco de ser detido como acusado de estupro.
Para se ter uma ideia da proporção do caso, Cristiano Ronaldo não jogava nos Estados Unidos desde 2 de agosto de 2014, pelo Real Madrid. Quando assinou com a Juventus, o clube chegou a recusar um torneio amistoso em solo norte-americano, em 2019, para evitar problemas de CR7 com a Justiça.
A suposta agressão sexual teria ocorrido em um hotel de Las Vegas, em junho de 2009. A denunciante abriu processo em 2018 e, após idas e vindas nos tribunais, foi definitivamente arquivado por falta de provas em junho de 2022.
Depois de 11 anos, em novembro de 2025, CR7 finalmente desembarcou nos Estados Unidos para participar de um jantar de gala oferecido pelo presidente Donald Trump, em homenagem ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.
Na Arábia Saudita, onde atua desde 2023, Cristiano Ronaldo obteve a segunda melhor média de gols da carreira e, agora, persegue uma marca histórica: o milésimo gol por jogos oficiais. Faltam 27, e o atacante de 41 anos também quer aproveitar seu último Mundial para se aproximar do gol 1.000.
Cristiano Ronaldo em Copas
Cristiano é o único jogador a balançar as redes em cinco Copas consecutivas e pode ampliar seu recorde em 2026. No total, anotou oito gols, sendo quatro no Mundial de 2018, quando fez um hat-trick contra a Espanha em uma de suas atuações mais aclamadas de todos os tempos.
Embora tenha liderado Portugal em importantes conquistas recentes, como a Eurocopa de 2016 e o bicampeonato da Liga das Nações, em 2019 e 2025, CR7 nem passou perto de faturar um Mundial. Na melhor campanha, era coadjuvante da seleção treinada por Luiz Felipe Scolari, o quarto lugar em 2006. Ficou nas oitavas de final em 2010 e 2018, amargou uma eliminação na fase de grupos em 2014, no Brasil, e caiu nas quartas em 2022.
Desta vez como capitão da que é considerada a melhor geração de jogadores portugueses, Cristiano Ronaldo não quer desperdiçar sua “última dança” (isso se não decidir estender sua carreira até 2030, quando Portugal sediará a Copa com Espanha e Marrocos).




