F1: Diretor do GP da Espanha admite falhas no Madring e promete mudanças

Circuito de Madri é alvo de críticas após corrida sem ultrapassagens, e organização promete mudanças para 2027

Por
Charles Leclerc, da Ferrari, George Russell, da Mercedes, Franco Colapinto, da Alpine, e Oscar Piastri, da McLaren, na largada da corrida. (Foto: REUTERS/Jon Nazca)
Charles Leclerc, da Ferrari, George Russell, da Mercedes, Franco Colapinto, da Alpine, e Oscar Piastri, da McLaren, na largada da corrida. (Foto: REUTERS/Jon Nazca)

Luis Garcia Abad, diretor-geral do GP da Espanha, disse que a organização já recebeu recomendações da FIA e está aberta a redesenhar o traçado do Madring após estreia com poucas ultrapassagens.

O GP da Espanha de Fórmula 1 foi disputado no último fim de semana no Madring, em Madri, com estreia elogiada pela estrutura, mas marcada por poucas ultrapassagens na corrida. Luis Garcia Abad, diretor-geral do evento, afirmou que a organização está disposta a modificar o traçado e já recebeu recomendações da FIA para a edição de 2027.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Segundo Abad, a metade norte do circuito foi erguida em um terreno até então vazio, o que dá espaço para mudanças significativas antes da próxima corrida, marcada dentro de um contrato de dez anos entre Madri e a Fórmula 1.

Por que faltaram ultrapassagens no Madring?

O circuito de 5,4 km, montado ao redor do recinto de feiras IFEMA, entregou uma classificação movimentada graças à combinação de curvas de média e alta velocidade. Na corrida, porém, o cenário foi outro: a chicane da curva 5, apontada como principal ponto de ultrapassagem, não funcionou como esperado, e o excesso de curvas onde os pilotos precisam frear e virar ao mesmo tempo facilitou demais a defesa de posição. Um pitlane considerado longo também desestimulou estratégias diferentes de pit stop.

A dificuldade ficou evidente até para quem brigava na ponta. Max Verstappen, irritado após ser obrigado a devolver posições na primeira volta, chamou a prova de “corrida de Mickey Mouse” pelo rádio. A expressão é usada para definir algo sem graça — ou até mesmo infantil. A frase, relacionada principalmente ao episódio da largada, acabou reforçando o debate sobre os limites do traçado.

O que a organização promete mudar?

Abad garantiu abertura total para modificações e afirmou que a FIA já indicou o caminho para melhorar o traçado. “Temos o espaço, temos o local, temos as instalações, temos a capacidade para fazer isso”, resumiu o diretor-geral.

E os pilotos, o que sugerem?

O atual campeão Lando Norris criticou o traçado, apesar de reconhecer a qualidade da classificação. Para ele, uma solução seria abrir mais a pista em pontos como a curva 17 até a 20, criando uma curva ampla nos moldes da curva 1 de Austin. Outros trechos, como as curvas 5, 6 e 7, exigiriam soluções mais complexas, já que hoje obrigam o piloto a frear e curvar ao mesmo tempo — o que, segundo Norris, anula a graça da disputa.

Com recomendações da FIA já sobre a mesa e um contrato de dez anos pela frente, o Madring tem tempo para corrigir a rota. A dúvida que fica é até que ponto será possível equilibrar um traçado desafiador na classificação com um espetáculo de verdade na corrida.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05