Fifa e Fifpro fecham acordo que muda direitos de jogadores

Memorando entre Fifa e Fifpro garante participação mínima de 5% em transferências para atletas com renda abaixo de 150 mil euros/ano

Por Redação TMC | Atualizado em
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(Foto: Jennifer Gauthier/Reuters)
Resumo
  • Fifa e Fifpro assinaram Memorando de Entendimento com vigência até 31/12/2031
  • Clubes com salários atrasados enfrentarão punições esportivas e juros de 8% sobre dívidas
  • Jogadores com renda abaixo de 150 mil euros/ano garantem 5% mínimo em transferências
  • Fifpro retirou queixas contra a Fifa na Comissão Europeia como parte do acordo

A Fifa e a Fifpro, o sindicato internacional dos atletas, firmaram um Memorando de Entendimento que remodela as relações entre clubes, entidades e jogadores no futebol profissional. O acordo foi divulgado pela Fifa e entra em vigor nesta quarta-feira (10/06).]

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O pacto vale até 31 de dezembro de 2031 e cobre desde proteção salarial até participação dos atletas no mercado de transferências.

Punição para quem atrasar salário

Um dos pontos mais diretos do acordo trata de inadimplência. Segundo nota da Fifpro: “Os jogadores também se beneficiarão de mecanismos para garantir a aplicação de seus direitos. Clubes que não cumprirem obrigações contratuais enfrentarão consequências esportivas e financeiras mais rápidas e eficazes, enquanto dívidas pendentes acumularão juros de 8%.”

Práticas abusivas também são expressamente proibidas pelo texto. Treino separado, retenção de passaportes e uso indevido de procedimentos de inscrição entram nessa lista. Jogadores que encontrarem novo clube após tratamento injusto também não poderão ter a remuneração reduzida por isso.

Fatia garantida nas transferências

A divulgação da Fifa previu mudanças diretas para atletas com renda menor. Quem recebe abaixo de 150 mil euros por ano terá assegurada uma participação mínima de 5% no valor gerado pela própria transferência.

O acordo reconhece, de forma ampla, que jogadores têm participação no valor criado pelo mercado de transferências. O caso de Lassana Diarra, que o ge apontou em outubro de 2024 como potencial divisor de águas no futebol, serviu de pano de fundo para essa discussão.

Nova governança e calendário

O acordo cria a Plataforma Global de Diálogo Social, presidida pela Fifa. A Fifpro terá poder de veto nas decisões da plataforma. Qualquer mudança no sistema de transferências precisará de consenso entre as partes.

A partir de 2030, conforme informou a Fifpro, padrões de descanso e períodos de recuperação passarão a constar nos calendários de jogos internacionais. A entidade terá voz ativa nessa definição.

Um Fundo de Apoio da Fifa a Jogadores será relançado com orçamento de 20 milhões de dólares mantido até 2029.

Como consequência direta do acordo, a Fifpro retirou as queixas que havia apresentado contra a Fifa na Comissão Europeia.

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