Governo de Trump acusa árbitro somali barrado dos EUA de envolvimento com terrorismo

Governo Trump alegou vínculos com suspeitos de terrorismo para impedir entrada do árbitro eleito melhor da África em 2025

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: REUTERS/Feisal Omar)

Omar Abdulkadir Artan, árbitro de 34 anos da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos às vésperas da Copa do Mundo. O governo de Donald Trump alegou que ele tem vínculos com suspeitos de pertencer a organizações terroristas.

A informação foi divulgada à Fox News por um representante da administração Trump. Segundo o comunicado, o Órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras (CBP) identificou dados comprometedores durante análise do caso. O texto afirma: “Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, o que tornou o viajante inadmissível nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade.”

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O comunicado acrescenta que Artan recebeu documentos informando a base legal para sua remoção expedita. “O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que informam a disposição legal utilizada para efetuar uma remoção expedita nos termos da Seção 235 da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA). O governo do presidente Donald Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país, ponto final“, diz o texto.

A natureza exata dos vínculos apontados pelo CBP não foi detalhada. A identidade dos suspeitos mencionados também não foi revelada.

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Artan havia obtido um passaporte diplomático com apoio da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia. O documento, porém, não foi reconhecido pelas autoridades americanas na imigração. O árbitro afirmou que as autoridades não apresentaram nenhuma justificativa no momento em que sua entrada foi recusada.

A ausência de Artan tem peso simbólico. Ele seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma Copa do Mundo. Em 2025, conduziu a final da Champions League Africana entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. No mesmo ano, a Confederação Africana de Futebol o elegeu o melhor árbitro do continente.

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A Fifa confirmou que ele não poderá atuar no torneio. Em nota, a entidade afirmou “que não se envolve nos processos de imigração dos países sedes”.

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