Omar Abdulkadir Artan, árbitro de 34 anos da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos às vésperas da Copa do Mundo. O governo de Donald Trump alegou que ele tem vínculos com suspeitos de pertencer a organizações terroristas.
A informação foi divulgada à Fox News por um representante da administração Trump. Segundo o comunicado, o Órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras (CBP) identificou dados comprometedores durante análise do caso. O texto afirma: “Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, o que tornou o viajante inadmissível nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade.”
O comunicado acrescenta que Artan recebeu documentos informando a base legal para sua remoção expedita. “O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que informam a disposição legal utilizada para efetuar uma remoção expedita nos termos da Seção 235 da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA). O governo do presidente Donald Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país, ponto final“, diz o texto.
A natureza exata dos vínculos apontados pelo CBP não foi detalhada. A identidade dos suspeitos mencionados também não foi revelada.
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Artan havia obtido um passaporte diplomático com apoio da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia. O documento, porém, não foi reconhecido pelas autoridades americanas na imigração. O árbitro afirmou que as autoridades não apresentaram nenhuma justificativa no momento em que sua entrada foi recusada.
A ausência de Artan tem peso simbólico. Ele seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma Copa do Mundo. Em 2025, conduziu a final da Champions League Africana entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. No mesmo ano, a Confederação Africana de Futebol o elegeu o melhor árbitro do continente.
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A Fifa confirmou que ele não poderá atuar no torneio. Em nota, a entidade afirmou “que não se envolve nos processos de imigração dos países sedes”.




