O árbitro Omar Artan foi recebido como herói pela população na Somália quando voltou ao seu país. É interessante você, brasileiro, se lembrar, só para efeito de comparação, o que aconteceu em 2014. Na verdade, aconteceu antes, durante os preparativos aqui para a Copa do Mundo do Brasil. Em 2012, Jérôme Valcke disse que o Brasil merecia um… eu vou reproduzir aqui em inglês e você traduz como você quiser: “kick in the backside”.
Valcke era o então secretário-geral da Fifa, a mesma que diz não interferir na política e na gestão dos países-sede dos seus eventos. Você já sabe onde que a Fifa queria dar um chute nos brasileiros. Por quê? Porque as obras estavam atrasadas, porque o Brasil vivia um momento de intensidade política. Começariam logo depois aqueles protestos de “não vai ter Copa”.
Bem, a coisa, pelo visto, mudou, já que mudaram os personagens também. Gianni infantino, atual presidente da Fifa, é muito amigo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A Copa é disputada em três países: México, Canadá e Estados Unidos. Só que o que importa, na verdade, no xadrez da geopolítica, é apenas uma pessoa e apenas um país: Trump e os EUA. Então, se prepare, porque a bola começa a rolar no México hoje às 16 horas, mas a geopolítica da Copa já começou.
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