João Fonseca encerrou sua participação em Roland Garros com uma derrota para o tcheco Jakub Mensik nas quartas de final, na terça-feira (02/06). Foi sua melhor campanha em torneios de Grand Slam. Ao fim de sua participação, o jovem brasileiro fez uma avaliação positiva e disse que está vivendo um “sonho” em Paris.
“Foi um Roland Garros muito positivo. Cheguei sem esperança, treinando a cada dia, tentando evoluir. Sobrevivi a uma batalha contra o Prizmic (na segunda rodada), e daí foi um pouco de sonho, não queria ser acordado”, afirmou, em referência à grande virada no placar, após estar perdendo por 2 sets a 0.
“O jogo de hoje (terça) foi duro. Não acho que joguei mal, mas não consegui arrumar soluções, ele me fechou bem as portas. Semana positiva, me traz confiança, convicção para seguir. Me faz entender mais o meu corpo, o quanto consigo aguentar e o que posso evoluir ainda”, comentou.
Antes de cair diante de Mensik, Fonseca havia eliminado dois dos maiores nomes do circuito. Bateu Novak Djokovic na terceira rodada e Casper Ruud nas oitavas de final. A sequência colocou o Brasil de volta às quartas da chave masculina de simples do torneio parisiense depois de 22 anos.
“Foi uma semana, duas semanas muito positivas, de muito trabalho duro. Duas semanas em que eu não botava muita expectativa, cheguei aqui sem muita expectativa e consegui ter um ótimo resultado. Seguir com a cabeça erguida, voltar para a casa, resetar e voltar para a próxima gira”, projetou Fonseca.
O último brasileiro a chegar tão longe em Roland Garros havia sido Gustavo Kuerten, em 2 de junho de 2004. O tricampeão do torneio foi o ponto de referência que Fonseca superou ao avançar de fase.
Próximos passos na temporada
A agenda de Fonseca já está definida. Ele deve competir em Halle, na Alemanha, a partir de 15 de junho. Na sequência, o calendário aponta para Wimbledon, o Grand Slam disputado na grama londrina, com início marcado para 29 de junho.
A temporada na grama será o próximo teste para o jovem brasileiro, que chega ao circuito europeu com um novo patamar no ranking e com a confiança de quem passou por Djokovic e Ruud em um mesmo Grand Slam.




