Los Angeles virou palco de protesto político antes mesmo da bola rolar. Centenas de iranianos opositores ao regime se concentraram próximo ao estádio da cidade horas antes da estreia do Irã contra a Nova Zelândia, nesta segunda-feira (15/06). O ato terminou com manifestantes dentro do estádio carregando um item vetado pela Fifa: a bandeira do leão e do sol.
O símbolo remete ao período anterior à revolução islâmica de 1979. A Fifa proibiu o item em todos os estádios do torneio. Mesmo assim, segundo relatos, os manifestantes conseguiram passar pelos controles de acesso com a bandeira.
Os manifestantes acusam o governo atual de terrorismo e pedem mudança de regime. Uma das organizadoras do protesto justificou a presença do grupo com uma frase direta: “Esse é um país livre, com liberdade de expressão”.
A escolha de Los Angeles não é por acaso. A cidade abriga a maior comunidade de iranianos fora do próprio país. Antes do jogo, os opositores já tinham se reunido em Carson, local do último treino da seleção iraniana.
Delegação com problemas de visto
A chegada do Irã aos Estados Unidos foi marcada por turbulência burocrática. A delegação só desembarcou no país na véspera do jogo, após meses de incerteza sobre a participação na Copa.
Os problemas com a emissão de vistos forçaram uma mudança de planos. O grupo trocou Tucson, no Arizona, por Tijuana, no México, como base de preparação. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, teve o visto negado e não conseguiu entrar nos EUA, permanecendo no México.
Grupo na fase de grupos
Dentro de campo, o Irã tem pela frente Nova Zelândia, Bélgica e Egito na fase de grupos da Copa. O duelo contra os belgas será em Los Angeles. Já o confronto com os egípcios está marcado para Seattle.
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