João Fonseca encerrou Roland Garros com uma marca que o tênis brasileiro não via há duas décadas. Aos 19 anos, o carioca chegou às quartas de final do Grand Slam francês e subiu cinco posições no ranking da ATP, saltando do 30º para o 25º lugar — a melhor colocação da sua carreira.
A campanha terminou na terça-feira (02/06) com derrota para o tcheco Jakub Mensik por 3 sets a 0, na quadra Philippe-Chatrier. Mas o resultado final não apaga o que Fonseca construiu ao longo do torneio.
Caminho até as quartas
Para chegar até Mensik, Fonseca despachou quatro adversários. Começou pelo francês Luka Pavlovic e pelo croata Dino Prizmic. Depois veio a virada contra o sérvio Novak Djokovic, um dos momentos mais comentados do torneio. Na sequência, eliminou o norueguês Casper Ruud para garantir vaga nas quartas.
A última vez que um brasileiro havia chegado tão longe em um Grand Slam de simples foi em 2004, quando Guga disputou as quartas do próprio Roland Garros.
A campanha também trouxe retorno financeiro. Segundo as tabelas de premiação de Roland Garros, chegar às quartas de final vale 470 mil euros — cerca de R$ 2,74 milhões. Para comparar: quem cai nas oitavas leva 285 mil euros (R$ 1,68 milhão), enquanto o campeão embolsa 2,8 milhões de euros (R$ 16,52 milhões) e o vice fica com 1,4 milhão de euros (R$ 8,26 milhões).
Leia mais: De Halle a Wimbledon: o roteiro de Fonseca na temporada de grama




