O Corinthians vive momentos de tensão fora das quatro linhas após a denúncia apresentada pelo Estudiantes à Conmebol. A equipe argentina formalizou um pedido de suspensão contra Memphis Depay devido a um gesto obsceno realizado pelo atacante holandês na comemoração do gol de empate corintiano em La Plata.
O Estudiantes acusa o atleta de violar os artigos do Código Disciplinar que cobrem condutas ofensivas e desrespeito ao comportamento esportivo aceitável. A diretoria do Parque São Jorge, no entanto, já confirmou o recebimento da notificação e reforçou que a data-limite para a entrega da defesa é dia 17 de setembro — um dia após o jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores —, o que garante a presença do jogador em campo no confronto decisivo perante a torcida paulista.
A situação gera comparações diretas com um caso idêntico ocorrido na edição do ano passado do mesmo torneio continental. Coincidentemente, o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, enfrentou exatamente a mesma acusação contra o mesmo adversário, o próprio Estudiantes, durante a fase de quartas de final. Na ocasião, a Unidade Disciplinar da Conmebol enquadrou o jogador rubro-negro nos mesmos artigos de conduta antidesportiva e ofensiva após ele ter respondido a provocações da torcida argentina no estádio.
No desfecho do julgamento de Bruno Henrique, a Conmebol optou por não aplicar uma suspensão por partidas. O atleta participou de uma audiência presencial, na qual alegou ter sido atingido no rosto por um isqueiro arremessado pelos torcedores antes de reagir com o gesto.
A entidade decidiu punir o atacante com uma advertência formal e uma multa financeira fixada em US$ 25 mil (cerca de R$ 136 mil), liberando o atleta para atuar normalmente pelas semifinais contra o Racing. O precedente do jogador do Flamengo serve de trunfo e modelo para a defesa do Corinthians assegurar que Memphis não seja desfalque em uma eventual sequência do clube na Libertadores.




