Lionel Messi anunciou oficialmente nesta segunda-feira (31/08) o fim de sua trajetória pela Seleção Argentina. Em texto de despedida publicado nas redes sociais, o camisa 10 revelou que não defenderá mais a camisa albiceleste e definiu a escolha como dolorosa: “Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar”.
Esta não é a primeira vez que o craque toma essa atitude. Há dez anos, em junho de 2016, o atacante chegou a se despedir da seleção, mas voltou atrás dois meses depois em uma reviravolta que mudou a história do futebol.
O desabafo de 2016 e a desistência que durou dois meses
A primeira aposentadoria de Messi ocorreu após a derrota na final da Copa América Centenário para o Chile. Era o terceiro vice-campeonato consecutivo da Argentina, somado à Copa do Mundo de 2014 e à Copa América de 2015.
Tomado pela dor, o atacante afirmou no vestiário que a seleção “não era para ele” e que a decisão era “pelo bem de todos”. A comoção popular e os apelos dos torcedores, contudo, fizeram o astro reconsiderar a escolha cerca de 60 dias depois.
O retorno que garantiu a era mais vitoriosa do futebol argentino
Ao voltar à equipe, o craque liderou a seleção na conquista dos principais títulos de sua geração:
- Copa América (2021): Quebra do jejum de 28 anos sem títulos ao vencer o Brasil no Maracanã.
- Finalíssima (2022): Conquista sobre a Itália.
- Copa do Mundo (2022): O aguardado tricampeonato mundial no Catar.
- Copa América (2024): Bicampeonato continental consecutivo.
Além dos troféus, o retorno permitiu que o camisa 10 se tornasse o segundo maior artilheiro da história das Copas do Mundo, atrás de Kylian Mbappé.
O adeus definitivo em 2026
Diferente do caso de 2016, quando desabafou no calor de uma derrota dolorosa, a nova aposentadoria comunicada nesta segunda-feira (31) foi planejada pelo próprio jogador. O atacante revelou ter redigido o texto em julho e destacou que sai com o sentimento de missão cumprida para abrir espaço à nova geração argentina.




