O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira (09/09), às 21h30, para iniciar a disputa por uma vaga nas semifinais da CONMEBOL Libertadores. O adversário é o velho conhecido Estudiantes, e o palco do primeiro jogo do confronto é o Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina.
O momento do time comandado por Fernando Diniz exige atenção máxima. A equipe concluiu a preparação no centro de treinamento do Defensa y Justicia com ajustes táticos e treino de bola parada. O volante Raniele cumpre suspensão automática após ser expulso contra o Rosario Central, mas o elenco conta com o retorno de Allan.
Do outro lado, o Estudiantes chega embalado após eliminar a Universidad Católica com autoridade na fase anterior e aposta na força de seu estádio centenário para construir vantagem.
No entanto, além do cenário atual, o reencontro traz à tona a memória de um dos confrontos continentais mais inacreditáveis da história recente do clube paulista.
Vantagem construída na Neo Química Arena
Em 2023, as duas equipes se cruzaram nas quartas de final da CONMEBOL Sul-Americana. Na partida de ida, disputada em São Paulo, o Corinthians conquistou uma vantagem simples ao vencer por 1 a 0, com gol marcado pelo zagueiro Gil. O resultado garantia ao time a vantagem do empate para o duelo decisivo na Argentina.
O planejamento de administrar o resultado, contudo, ruiu com apenas 50 segundos de bola rolando no jogo de volta em La Plata. O meia Mauro Méndez aproveitou uma sobra na área e finalizou forte para abrir o placar para os donos da casa, igualando o placar agregado do confronto.
O bombardeio argentino, a trave e o brilho do ídolo
O que se viu a partir daquele momento foi uma pressão avassaladora do Estudiantes. A equipe argentina dominou as ações ofensivas e criou inúmeras oportunidades para aplicar uma goleada histórica. O ataque mandante parou em atuações milagrosas do goleiro Cássio e, principalmente, no travessão.
Ao longo do tempo regulamentar, a bola carimbou a trave corintiana em quatro oportunidades. O meia Benjamín Rollheiser, que hoje atua pelo Santos, foi o principal jogador dos mandantes durante os 90 minutos, mas não conseguiu superar a excelente atuação do camisa 12 alvinegro.
A decisão foi para as cobranças de pênaltis, e a chamada “trave santa” voltou a operar a favor do time brasileiro. Cássio defendeu a cobrança de Rollheiser com os pés, enquanto Lollo e Ascacíbar acertaram o travessão. Com o placar de 3 a 2 nas penalidades, o Corinthians carimbou uma classificação heroica e inesquecível em solo argentino. O Timão acabou caindo contra o Fortaleza na semifinal, mas o jogo em La Plata ficou marcado para os corintianos.




