A Fifa ouviu as reclamações e agiu. Após críticas de dois técnicos sobre o posicionamento de fotógrafos durante os hinos nacionais na Copa do Mundo, a entidade atualizou suas diretrizes operacionais. Agora, os treinadores podem escolher ficar ao lado dos fotógrafos, à esquerda ou à direita do campo, no momento da execução dos hinos.
Julian Nagelsmann, técnico da Alemanha, foi perguntado sobre o protocolo em entrevista coletiva neste sábado, após a vitória sobre a Costa do Marfim em Toronto. Ele não poupou palavras para apoiar a crítica do colega Thomas Tuchel, da Inglaterra.
“Não sei o quanto podemos reclamar, mas concordo com Thomas Tuchel. O momento do hino nacional é muito emocional. É uma oportunidade de criar conexão com os jogadores”, afirmou Nagelsmann.
O técnico alemão descreveu a situação com humor: “Tenho a impressão de que aquelas lentes gigantes estão fotografando até os pelos do meu nariz a um centímetro de distância.” E completou: “Há muitas pessoas muito perto e você praticamente não vê nada.”
Para Nagelsmann, o hino vai além do protocolo. “Para os jogadores é importante perceber como o treinador vive aquele momento, se canta o hino, se está emocionado, se os incentiva logo depois”, disse o técnico.
Tuchel abriu o debate
Foi Tuchel quem primeiro levantou o tema. Em declaração anterior, o treinador inglês relatou frustração com a situação. “Estou implorando para que a Fifa mude a posição dos fotógrafos, porque eu não consegui ver minha equipe durante o hino nacional”, disse ele.
A experiência foi marcante para o técnico. “Eu estava esperando por esse momento. Foi um momento muito, muito especial, mas eu não consegui ver um único jogador. Isso estragou um pouco a minha experiência”, declarou Tuchel.
Fifa responde com nova regra
A entidade atualizou as diretrizes e criou uma solução prática. Cada seleção deve informar sua preferência de posicionamento em reunião operacional antes de cada jogo.
A mudança já entrou em vigor. Na quinta-feira, a nova orientação foi aplicada no duelo entre República Tcheca e África do Sul, em Atlanta.




