O Paraná Clube transformou a partida contra o FC Cascavel, no último sábado (05/09), em um ato de conscientização e combate ao feminicídio. Na vitória por 2 a 1, na Vila Capanema, pela segunda rodada da Copa Paraná, os jogadores entraram em campo com um selo na parte frontal da camisa com a frase “Até quando?”.
A mensagem foi uma homenagem a Diessy Marry de Souza Vaz, irmã do supervisor de futebol do clube, Rodrigo Vaz. Ela foi morta pelo próprio companheiro na semana passada, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
O suspeito confessou o crime e foi preso no dia seguinte. Segundo reportagens divulgadas após o feminicídio, ele já havia sido preso anteriormente por agressões contra Diessy e, no momento do crime, utilizava tornozeleira eletrônica.
A ação do Paraná Clube buscou dar visibilidade ao caso e, ao mesmo tempo, cobrar respostas mais firmes do poder público e das instituições responsáveis pela proteção às mulheres. O Tricolor defendeu o cumprimento das leis, punições efetivas e o avanço da legislação para evitar novas tragédias.
Em comunicado, o clube também se solidarizou com os familiares de Diessy e questionou a eficácia das medidas de proteção existentes. “Até quando será preciso perder vidas para que medidas sejam tomadas?”
Na mensagem, o Paraná Clube ainda questionou até quando famílias precisarão enfrentar uma dor que poderia ter sido evitada e cobrou mecanismos capazes de impedir novos casos.
“Até quando? Por Diessy. Por sua família. Por justiça”, concluiu o clube.

Veja trecho de comunicado do Paraná Clube
“Até quando será preciso perder vidas para que medidas sejam tomadas? Até quando uma família precisará conviver com uma dor que poderia ter sido evitada? Até quando leis e medidas de proteção não serão suficientes para impedir que uma tragédia aconteça?
O Paraná Clube defende que as leis sejam cumpridas, que os responsáveis sejam devidamente punidos e que a legislação avance para que situações como essa recebam respostas cada vez mais firmes da sociedade e das instituições responsáveis.
ATÉ QUANDO?
Por Diessy. Por sua família. Por justiça”.




