O basquete brasileiro perdeu, nesta sexta-feira, (17/04), um de seus maiores nomes. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos após passar mal em casa e ser levado ao hospital. A causa da morte ainda não foi divulgada. Conhecido como “Mão Santa”, ele construiu uma das trajetórias mais marcantes da história do esporte, com passagens por clubes no Brasil e no exterior, além de uma carreira brilhante com a Seleção Brasileira.
Ao longo de mais de três décadas nas quadras, Oscar acumulou quase 50 mil pontos e deixou sua marca por onde passou.
O início pouco lembrado e a projeção no Sírio
Embora tenha se tornado ídolo em grandes clubes, a trajetória de Oscar começou de forma mais discreta e simples, nas categorias de base do Palmeiras. Foi ali que deu seus primeiros passos no basquete, ainda jovem, antes de ganhar espaço em equipes maiores.
Entretanto, a projeção nacional veio com a camisa do Sírio, clube pelo qual viveu um dos primeiros grandes momentos da carreira. Em 1979, foi peça importante na conquista do Mundial Interclubes, marcando 42 pontos na final disputada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O título colocou o nome de Oscar no radar internacional e abriu portas para sua primeira participação olímpica, no ano seguinte.
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Carreira internacional e domínio na Europa
Em 1982, Oscar deixou o Brasil para atuar no basquete italiano, fase em que viveu um enorme destaque. Defendeu o JuveCaserta por quase uma década e, depois, o Pavia, o que consolidou seu nome como um dos maiores pontuadores da Europa.
Durante esse período, foi sete vezes o cestinha do Campeonato Italiano e estabeleceu marcas expressivas, incluindo 66 pontos em uma única partida. Seu estilo ofensivo e precisão nos arremessos chamaram atenção mundial, a ponto de influenciar nomes como Kobe Bryant, que cresceu acompanhando o brasileiro.
Mesmo draftado pela NBA, ou seja, processo que a liga americana procura novos jogadores, em 1984, Oscar optou por não atuar na liga norte-americana para seguir defendendo a Seleção Brasileira, algo que as regras da época não permitiam conciliar.
Retorno ao Brasil e ídolo no Corinthians e Flamengo
Após mais de uma década na Europa, Oscar retornou ao Brasil em 1995 para defender o Corinthians. Pelo clube paulista, conquistou o Campeonato Brasileiro de 1996 e manteve médias impressionantes de pontuação.
Nos anos finais da carreira, vestiu a camisa do Flamengo, onde também deixou sua marca. Entre 1999 e 2003, conquistou dois títulos do Campeonato Carioca e teve a oportunidade de jogar ao lado do filho, Felipe, em um momento emocionante de sua trajetória.
Oscar se aposentou em 2003, aos 45 anos, encerrando uma carreira de 30 anos. Mais do que os clubes que defendeu, deixou um legado que ultrapassa estatísticas e é uma referência mundial, além de ser um dos maiores atletas da história do Brasil.




