A preparação para uma Copa do Mundo costuma ser o auge da carreira de muitos jogadores, mas também é um período cruel. Basta uma lesão no momento errado para transformar sonho em frustração. Ao longo das décadas, a seleção brasileira acumulou casos marcantes de atletas que ficaram de fora. Em 2026, a história já se repetiu.
O caso mais recente envolve Rodrygo, que sofreu uma ruptura no ligamento cruzado do joelho às vésperas do torneio, uma das lesões mais temidas no futebol moderno, que exige cirurgia e meses de recuperação, inviabilizando sua presença na Copa. Ao mesmo tempo, outro nome que preocupa é Estêvão, jovem atacante do Chelsea FC, cuja contusão no músculo posterior da coxa direita, inicialmente tratada como leve, revelou-se muito mais grave: grau 4, com ruptura quase total. Trata-se de um tipo raro de lesão muscular, que pode exigir intervenção cirúrgica e um longo período de reabilitação, gerando incerteza não só para a Copa, mas também para o início de sua trajetória em alto nível no futebol europeu.
Um dos episódios mais emblemáticos da história aconteceu em 1998, com Romário Ídolo nacional e protagonista do tetracampeonato em 1994, ele sofreu uma lesão na panturrilha pouco antes da convocação final. Apesar da pressão popular e até tentativas de recuperação acelerada, acabou cortado da lista por decisão da comissão técnica, gerando enorme comoção no país.
Em 2022, às vésperas da Copa do Catar, Guilherme Arana sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo enquanto atuava por seu clube. O lateral vivia grande fase e era considerado titular absoluto, mas a ruptura ligamentar o afastou do torneio e abriu espaço para mudanças na lista final.
Voltando a 2018, Daniel Alves, então titular absoluto e um dos líderes do elenco, foi cortado após sofrer uma lesão ligamentar no joelho direito durante a reta final da temporada europeia. Sua ausência foi considerada uma das mais sentidas, tanto pela experiência quanto pela influência dentro do grupo.
Em 2002, ano do pentacampeonato, o drama foi protagonizado por Emerson: capitão da equipe, ele sofreu uma luxação no ombro de maneira inusitada durante um rachão, atuando como goleiro, apenas um dia antes da estreia, o que forçou seu corte do elenco, ainda assim, o Brasil conseguiu se reorganizar e conquistar o título. Já em 1982, uma das seleções mais talentosas da história também sofreu uma baixa importante com Careca, cortado por uma lesão na coxa antes do torneio, reduzindo o poder ofensivo de um time que, apesar do brilho técnico, acabou eliminado precocemente.
No fim das contas, esses episódios deixam claro como o fator físico pode pesar e muito em uma Copa do Mundo. Não é só talento ou preparação: basta uma lesão no momento errado para mudar tudo. De uma hora para outra, planos são refeitos, escalações mudam e até o destino da seleção brasileira pode tomar outro rumo.
Leia mais: Fifa atualiza ranking feminino e mantém Brasil no top 10; veja lista completa




