O ex-presidente Andrés Sanchez foi expulso do quadro associativo do Corinthians na noite desta segunda-feira (25/05) após votação do Conselho Deliberativo. Com isso, tornou-se o primeiro cartola a ser excluído do Parque São Jorge.
Abaixo, a TMC traça uma breve linha do tempo de Andrés Sanchez, agora ex-presidente e sócio do Corinthians. Confira!
Início em mandato tampão e contratação de Ronaldo Fenômeno
A história do cartola na presidência corintiana começou com uma renúncia. Em meio às investigações do Ministério Público, o então mandatário Alberto Dualib renunciou ao posto. Vice de futebol, Andrés foi eleito para comandar o clube em outubro de 2007. Com 175 votos, Andrés superou Paulo Garcia (158) e Osmar Stabile (14) nessa votação.
Ao fim daquele ano, o Corinthians acabou sendo rebaixado pela primeira vez para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Em 2008, o Corinthians celebrou o título da segunda divisão e ainda alcançou a final da Copa do Brasil. Em dezembro daquele ano, Andrés Sanchez ainda anunciou a contratação do atacante Ronaldo Fenômeno para 2009.
Embalado por Ronaldo, Andrés Sanchez é eleito para seu segundo mandato e viabiliza o CT e a Arena
Durante sua primeira temporada, o histórico centroavante anotou 23 gols e distribuiu cinco assistências, sendo fundamental nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.
Em fevereiro de 2009, Andrés Sanchez também garantiu sua permanência na presidência do Corinthians. Mais uma vez superando Paulo Garcia e Osmar Stabile, o cartola recebeu 1.615 votos (por volta de 67% do total) e seguiu no cargo até 2012.
Além dos títulos de 2009, durante seu mandato o Corinthians conquistou o Brasileirão de 2011 e viria a celebrar a Libertadores de 2012. Fora das quatro linhas, Andrés Sanchez foi o responsável pela construção do Centro de Treinamentos Joaquim Grava e por iniciar as obras da Arena.
Retorno ao Corinthians em 2018: o início do fim
Embora seguisse atuante nos bastidores da política do Parque São Jorge, Andrés Sanchez retornou definitivamente ao comando do clube em fevereiro de 2018, quando recebeu 1.235 votos (cerca de 33,9%) e deixou para trás Paulo Garcia, Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior.
Foi sob seu comando que o estádio corintiano passou a se chamar Neo Química Arena, em acordo de R$ 300 milhões com a farmacêutica Hypera Pharma firmado em 2020. Foi também sob seu comando que o Timão acertou uma série de patrocínios e contratações que geraram protestos, como
Em três anos, Andrés Sanchez contratou 39 jogadores para a equipe principal e fundou o Sub-23, time entre base e profissional que passou a servir também como conchavo político. Foi para essa equipe que o ex-presidente anunciou Franzinho, meia de 27 anos filho do conselheiro Fran Papaiordanou.
As decisões polêmicas trouxeram resultado nas contas alvinegras. Quando assumiu o Corinthians, em 2018, a dívida era de R$ 476,6 milhões. Ao fim de seu mandato, o passivo aumentou para R$ 956,9 milhões.
Último mandato culminou na expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians
Foi durante o terceiro e último mandato que o ex-presidente utilizou diversas vezes o cartão corporativo do Corinthians para uso pessoal. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o cartola usufruiu cerca de R$ 480 mil dos cofres do clube.
O caso gerou investigação interna, que foi apreciada pela Comissão de Ética e, nesta segunda-feira, pelo Conselho Deliberativo.
Fora do Parque São Jorge, Andrés Sanchez neste momento vem sendo julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por apropriação indébita – o Ministério Público de São Paulo também vem exigindo que sejam acatadas as denúncias de lavagem de dinheiro e crime tributário.




