Nesta temporada, o Santos atuou em cinco partidas sem a dupla e ainda não venceu. Foram dois empates (Guarani no Paulistão e Cruzeiro no Brasileirão) e três derrotas (Chapecoense e Athletico-PR no Brasileirão e Deportivo Cuenca na Copa Sul-Americana)
Dos 23 jogos disputados na temporada, eles atuaram juntos em apenas oito partidas: sendo duas no Paulistão, quatro no Brasileiro, uma pela Sul-Americana e outra pela Copa do Brasil. Nos últimos quatro duelos do Alvinegro, ambos vinham atuando como titulares.
Em 8 jogos da dupla, o Santos venceu apenas dois jogos, teve três empates e três derrotas, com 13 gols santistas marcados e 9 sofridos. Nesses jogos, Neymar marcou dois gols e deu duas assistências enquanto Gabriel marcou 4 gols e deu 5 assistências.
O Eclipse Alvinegro: A Matemática que não Fecha sem a Dupla
Dizem que o futebol é um esporte coletivo, mas na Vila Belmiro, a ciência parece ter se tornado exata e um tanto cruel: subtraia os protagonistas e o resultado será, invariavelmente, o vazio. Nesta temporada, o Santos vem flertando com o perigo toda vez que olha para o campo e não enxerga a sua “espinha dorsal”.
Os números não mentem, eles lamentam. Em cinco ocasiões, o Peixe entrou em campo órfão de sua dupla principal. O saldo? Zero vitórias. Foram cinco tentativas de sobrevivência que resultaram em dois empates magros e três derrotas amargas, atravessando fronteiras que vão de Chapecó ao Equador. Sem eles, o Santos não apenas perde pontos; perde a identidade.
O Peso da Ausência
Quando a bola rolou sem os dois, o roteiro foi de frustração:
Paulistão: Empate com o Guarani.
Brasileirão: Quedas para Chapecoense e Athletico-PR, além de um empate com o Cruzeiro.
Sul-Americana: Decepção diante do Deportivo Cuenca.
Juntos, Mas Nem Tanto
A ironia reside no fato de que, embora essenciais, a dupla é um “artigo de luxo” raramente visto. Dos 23 jogos da temporada, eles dividiram o gramado em apenas oito partidas. É um aproveitamento de presença de pouco mais de 30%. Recentemente, pareciam ter engrenado, emplacando uma sequência de quatro jogos como titulares, mas o histórico mostra que a constância ainda é um sonho distante.
O Raio-X da Sociedade
Mesmo quando atuam juntos, o Santos vive uma montanha-russa. O desempenho coletivo é modesto, mas o brilho individual é o que mantém a chama acesa:
Estatística Com a Dupla (8 jogos)
Vitórias 2
Empates 3
Derrotas 3
Gols Marcados 13
Gols Sofridos 9
No “microscópio” das atuações, os números individuais saltam aos olhos e justificam a dependência. Gabriel assume o papel de garçom-artilheiro com 4 gols e 5 assistências, enquanto Neymar contribui com 2 gols e 2 assistências.
A conclusão é clara: Com eles, o Santos é um time instável, mas perigoso. Sem eles, o Peixe é apenas um náufrago em busca de terra firme.
Para a torcida, a oração é uma só: que a dupla não apenas jogue, mas que aprenda a vencer junta antes que a temporada vire apenas uma coleção de “e se?”.
O Santos precisa parar de ser um time de estatísticas isoladas para voltar a ser o esquadrão que assusta. Afinal, na Vila, a mística exige