Vini Jr. chora ao falar da avó e comenta sobre o sonho do hexa

Atacante do Real Madrid concede entrevista após vitória do Brasil sobre a Escócia e fala sobre família, racismo e Seleção na Copa

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IMAGN IMAGES via Reuters/Troy Taormina

O Brasil despachou os escoceses por 3 a 0 no último dia 24 de junho, com dois gols do camisa 7. O atacante do Real Madrid acumula agora quatro tentos em três partidas nesta Copa, números que colocam tanto Brasil, quanto Vini no centro das atenções do mundo.

Em entrevista a Luciano Huck, Vini Jr. foi sincero ao falar sobre assuntos extracampo depois da vitória sobre a Escócia, numa conversa que misturou futebol, família e emoção.

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A avó que moldou o craque

Vini Jr. morou com a avó até os 16 anos e não conseguiu esconder a emoção ao falar de Dona Nilza. Ele afirmou que a avó marcou sua vida, já que morava numa casa pequena e chegavam até a dormir juntos em diferentes dias. “Sei que há o momento das pessoas partirem, então aproveito cada momento com ela. Eles fizeram de tudo para viver meu sonho”, afirmou o craque.

Hexa, geração e Ancelotti

Vini Jr. também falou sobre o peso de representar o Brasil numa Copa do Mundo. Ele está na segunda participação e completará 26 anos no dia 12 de julho, sete dias antes da decisão do Mundial.

O camisa 7 da Seleção Brasileira exaltou os jogadores mais experientes do elenco, e elogiou o trabalho do italiano: “o Ancelotti nos dá liberdade, tranquilidade e esperança para voltar ao topo. Ter Neymar, Casemiro, Alex Sandro, Danilo, Marquinhos, são muito experientes e nos dão muita liberdade para que nós, mais jovens, tenham espaço”.

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O Brasil não conquista o título mundial desde 2002, há 24 anos. A geração atual carrega o peso de uma história que já aconteceu entre os títulos de 1970 e 1994.

“É uma geração que batalha muito para colocar o Brasil ao topo. A sexta estrela está demorando. Aprendemos muito nesses últimos anos. Eu só tenho 25 (anos), mas temos uma galera muito boa vindo, com Endrick, Rayan…”, disse.

Com quatro gols marcados em três jogos, o atacante se colocou na seleta lista de jogadores que balançaram as redes em todas as partidas da fase de grupos pelo Brasil em Copas do Mundo. O desempenho, para ele, não é uma surpresa: “Sempre sonhei em jogar uma Copa, estou na minha segunda, não tem coisa melhor. Trabalhei muito durante a temporada para chegar 100%. Não tive nenhuma lesão, não fiquei fora de nenhum jogo do Real para estar 100% aqui. Quanto mais você trabalha mais a sorte vem ao seu lado”, afirmou.

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Racismo dentro e fora de campo

A Lei Vini Jr., criada pela Fifa, prevê a expulsão de jogadores que colocam a mão na boca para ofender adversários — medida adotada após a denuncia de racismo feita por Vini contra o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo válido pela Champions League.

Nesta Copa, o paraguaio Almirón foi expulso contra a Turquia por infringir exatamente essa regra, ao se dirigir desta maneira a um atleta no banco de reservas adversário.

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