A Ferrovia de Integração Centro-Oeste entrou na etapa decisiva de construção com um contingente de aproximadamente 5 mil profissionais atuando simultaneamente em 292 quilômetros de trechos em obras. A informação foi divulgada pela Agência iNFRA, que acompanha o andamento do projeto.
O empreendimento utiliza modelo de investimento cruzado — mecanismo em que a empresa privada financia a obra em troca de benefícios futuros na operação. A Vale executa a construção sob supervisão da Infra S.A., estatal responsável pela fiscalização técnica e regulatória.
Segundo a Infra S.A., o projeto já acumula 71 milhões de metros cúbicos de movimentação de terra. Esse volume equivale a remover e reposicionar solo para criar a base onde os trilhos serão instalados.
No total, 32 pontes já foram finalizadas ou estão em fase de construção ao longo do traçado. Essas estruturas permitem que a ferrovia atravesse rios, vales e áreas de relevo acidentado sem interromper o fluxo natural do terreno.
Trilhos e lastro já disponíveis
A logística de materiais também avançou. Conforme a Infra S.A., 200 quilômetros de trilhos já foram entregues e aguardam instalação. Além disso, 34 mil toneladas de lastro ferroviário — a camada de pedras que sustenta os dormentes e distribui o peso dos trens — estão armazenadas nos canteiros de obra.
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A capacidade operacional atual permite instalar até 1,3 quilômetro de trilhos por dia. Esse ritmo acelera a fase de montagem da via permanente, etapa que sucede a terraplanagem.
A Infra S.A. informou que a meta é concluir a plataforma ferroviária — a base preparada para receber trilhos — até o quilômetro 290 em outubro deste ano. Essa marca representa um avanço significativo na extensão total do projeto.
A previsão de entrega completa da ferrovia é 2028. Quando operacional, a via conectará o Centro-Oeste à Ferrovia Norte-Sul, ampliando a integração logística da região à malha ferroviária nacional.




