O mês de junho promete ser um teste de fogo e uma grande oportunidade de faturamento para o setor gastronômico e de entretenimento. Com a proximidade do Dia dos Namorados e o início da Copa do Mundo, bares e restaurantes precisarão adaptar suas operações em tempo recorde para atender a dois perfis de consumidores com expectativas completamente opostas.
De acordo com Élida Queiroz, CEO da foodtech Altec, a chave para o sucesso neste período será a flexibilidade e o preparo logístico. Segundo a executiva, “são momentos bem distintos, apesar de estarem juntos agora no mês de junho”.
O clima intimista do Dia dos Namorados (12 de junho)
O tradicional 12 de junho exige do setor uma operação focada na exclusividade e no atendimento personalizado. O consumidor desta data não busca apenas uma refeição, mas uma experiência completa.
- Perfil de consumo: jantares a dois, ambiente tranquilo e maior valor agregado.
- Ticket médio: tende a ser mais alto, impulsionado pela venda de pratos elaborados e vinhos.
- Planejamento: reservas antecipadas são fundamentais para evitar filas e garantir a satisfação.
“O Dia dos Namorados tem aquele quê especial, né? Tem uma proposta mais intimista, então a gente tá falando normalmente de jantar a dois. Os mais preparados sempre acabam fazendo reserva, o que vale muito a pena. O ticket normalmente é mais alto e esse público vem em busca de experiência”, explica Élida Queiroz, CEO da Altec, empresa de gestão e automação para bares e restaurantes.
A euforia da Copa do Mundo (a partir de 13 de junho)
Logo após o pico romântico, o cenário muda drasticamente. Com a estreia do Brasil no dia 13 de junho, os estabelecimentos precisam transformar seus salões para acomodar o clima de festa, torcida e descontração.
- Perfil de consumo: grupos de amigos, mesas grandes, foco em volume e rapidez.
- Cardápio: alta saída de bebidas alcoólicas (especialmente cerveja) e porções para compartilhar (petiscos).
- Ambiente: o local deixa de ser um restaurante formal e passa a ser uma extensão da casa do cliente (uma verdadeira “sala de estar”).
“Quando a gente tá falando da Copa, é uma proposta completamente oposta. Estou falando de consumo de grupo, cerveja e petisco, então é tudo muito mais agitado, principalmente nos horários dos jogos. No momento da Copa, o bar acaba virando uma sala de estar do torcedor, e é importante que você esteja pronto para atender”, pontua Élida.
Operação à prova de falhas
A justaposição desses dois eventos cria um fluxo de caixa altamente positivo, mas traz um gargalo operacional significativo. O movimento cresce, porém de forma extremamente concentrada em datas e horários específicos.
Para os donos de bares e restaurantes, a missão vai muito além do marketing ou da elaboração de um bom cardápio; trata-se de resistência estrutural e excelência no atendimento.
“É um movimento importante, é um movimento que cresce, mas ele fica concentrado. Então, o desafio é não só atrair gente boa, atrair cliente para o restaurante, mas também conseguir aguentar esse pico sem quebrar“, conclui a CEO.
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