Combustível foi cortado em Boeing 737 que caiu na China em 2022 e vitimou 132 pessoas

Dados extraídos de caixa-preta mostram que interruptores dos dois motores foram acionados para posição de corte durante voo de cruzeiro a 8.839 metros de altitude, segundo NTSB

Por Redação TMC | Atualizado em
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(Foto: Freepik)

A Junta Nacional de Segurança do Transporte dos Estados Unidos divulgou novos dados sobre o acidente aéreo que vitimou 132 pessoas na China em março de 2022. Nesta terça-feira (05/05), o NTSB informou que os interruptores de combustível dos dois motores da aeronave foram movidos para a posição de “corte” enquanto o avião voava a 8.839 metros de altitude.

O voo da China Eastern Airlines caiu em trajetória de “mergulho”. A aeronave transportava 132 passageiros e tripulantes. Todos morreram no acidente. O NTSB extraiu os dados de uma das caixas-pretas do Boeing 737.

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O relatório do NTSB demonstra que os interruptores foram acionados quando a aeronave mantinha altitude de cruzeiro. A posição de “corte” nos controles de combustível interrompe o fornecimento aos motores. Controladores de tráfego aéreo tentaram estabelecer contato repetidamente com a tripulação durante a descida da aeronave. Não obtiveram resposta em nenhuma das tentativas realizadas.

A Administração de Aviação Civil da China conduziu a investigação do acidente. A CAA lidera apurações envolvendo companhias aéreas chinesas em território do país. O NTSB participou do processo investigativo designando um investigador sênior de segurança aérea para auxiliar as autoridades chinesas. A participação da agência norte-americana ocorreu porque o Boeing 737 envolvido no acidente foi projetado e construído nos Estados Unidos.

Os investigadores examinaram diversas possibilidades para explicar o acidente. Entre as hipóteses analisadas estão ação deliberada, erro de piloto e problemas técnicos na aeronave. O trabalho investigativo buscou avaliar cada uma dessas possíveis causas com base nos dados disponíveis e nas evidências coletadas após o desastre aéreo.

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Veículos de imprensa especularam que a queda teria sido causada intencionalmente por alguém presente na cabine do avião. Essa hipótese segue sem confirmação oficial das autoridades responsáveis pela investigação. A CAA negou anteriormente especulações de que o caso teria sido um suicídio de piloto. A autoridade chinesa afastou essa versão sem apresentar conclusões definitivas sobre o ocorrido.

A China recebeu críticas por não divulgar um relatório final sobre o acidente aéreo. A ausência de um documento conclusivo mantém em aberto questões sobre as circunstâncias exatas que levaram à queda da aeronave. Os novos dados apresentados pelo NTSB nesta terça-feira (05/05) adicionam informações ao conjunto de evidências disponíveis.

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