Cubanos vão às ruas em Havana contra acusação dos EUA a Raúl Castro

Presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que denúncia dos EUA fortaleceu a união do povo cubano e reforçou o sentimento anti-imperialista no país

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REUTERS/Norlys Perez

Milhares de cubanos se reuniram nesta sexta-feira (22) em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana, capital de Cuba, para protestar contra a acusação apresentada pela Justiça norte-americana contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.

A manifestação ocorreu no Malecón, tradicional avenida à beira-mar da capital cubana, e contou com apoio do governo da ilha.

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O ex-presidente cubano Raúl Castro foi indiciado nos Estados Unidos sob a acusação de assassinato, na quarta-feira (20/05), em uma grande escalada na campanha de pressão de Washington contra o governo comunista da ilha.

Leia mais: Ex-presidente cubano Raúl Castro é acusado de assassinato nos EUA | TMC

De acordo com os autos, Raúl Castro é acusado de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.

Na quinta-feira (21), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou as acusações contra Raúl Castro e afirmou que o povo cubano não aceitará “insultos” à história e aos heróis nacionais do país.

Em publicação na rede social X, Díaz-Canel declarou que os cubanos seguem enfrentando as dificuldades e a escassez provocadas pelo embargo econômico no dia a dia. Segundo ele, a acusação acabou fortalecendo a união do povo cubano, além de reforçar o orgulho nacional e o sentimento anti-imperialista na ilha.

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