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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Estreito de Ormuz: Alemanha e Reino Unido recusam apoio militar a Trump

Líderes europeus defendem via diplomática para resolver conflito no Oriente Médio

Por Marina Izidro | Atualizado em
Vista aérea do estreito de Ormuz
Imagem panarômica do Estreito de Ormuz (Foto: Stringer via Reuters)

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem ameaçado e pressionado seus aliados, especialmente os líderes europeus, a enviarem navios de guerra para defender, para escoltar petroleiros pelo estreito de Ormuz, que é por onde passam 20% da produção mundial de petróleo.

A resposta em geral dos líderes europeus tem sido: “Não, obrigado, essa não é a nossa guerra”.

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Trump primeiro publicou nas suas redes sociais um texto dizendo que esperava que Reino Unido, China, França, Japão e Coreia do Sul mandassem navios para ajudar a manter aberto o estreito de Ormuz. Aí diz que essa falta de apoio seria muito ruim pro futuro da OTAN.

Ontem (16/03), o presidente dos EUA reclamou pessoalmente do Reino Unido, disse que a resposta britânica tem sido terrível e que alguns países, os quais os Estados Unidos têm ajudado muito durante muitos anos, não estão tão entusiasmados para ajudar e que esse nível de entusiasmo importa para ele.

Em resposta, o primeiro ministro britânico Keir Starmer diz que vai agir para se defender e defender seus aliados, mas que não vai ser arrastado para um conflito maior no Oriente Médio.

O chanceler alemão Friedrich Merz também disse claramente que a Alemanha não vai participar dessa guerra, que esse é um conflito que não tem nada a ver com a OTAN, que não começou essa guerra e que os Estados Unidos e Israel não consultaram a Alemanha antes dos ataques.

Então, Merz continua defendendo soluções diplomáticas e esse tem sido um entendimento da maioria.

Os líderes europeus querem se afastar desse problema. A gente espera uma resposta ainda um pouco mais enfática de um sim ou não da França, mas por enquanto é isso.

Vale lembrar que a OTAN é uma aliança de defesa e que a única vez que o artigo 5º foi colocado em prática, que diz que se um ataque a um membro da OTAN é um ataque a todos os seus integrantes, foi depois dos ataques de 11 de setembro em Nova York.

Então, por enquanto, essa é a mensagem dos países europeus para Trump: “Essa guerra não é nossa”

Leia mais: Petroleiros “começam a passar” pelo Estreito de Ormuz, diz Casa Branca

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