O Comando Central dos EUA (CentCom) confirmou, na noite de segunda-feira (25/05), ataques militares contra alvos no sul do Irã. A ação atingiu locais usados para lançamento de mísseis e embarcações iranianas envolvidas na instalação de minas subaquáticas. Autoridades iranianas relataram explosões em Bandar Abbas, cidade que abriga bases da força aérea e da marinha do país.
Segundo o CentCom, os ataques foram planejados para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas. As forças americanas descreveram a operação como limitada. O conflito entre os dois países teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel desencadearam ofensivas contra a República Islâmica.
Um cessar-fogo entre americanos e iranianos está em vigor desde 8 de abril. Apesar disso, ambos os lados mantêm bloqueios: o Irã restringe a navegação no Estreito de Ormuz — rota vital para o transporte de petróleo —, enquanto os EUA bloqueiam os portos iranianos. O conflito já provocou bombardeios iranianos contra países da região e o fechamento prático do estreito.
Na prática, a guerra afeta diretamente os preços do petróleo no mercado global. Após sinais de otimismo com um possível acordo, as cotações registraram queda.
Sinais contraditórios sobre negociações
No fim de semana, o presidente Donald Trump afirmou acreditar que um acordo estava perto de ser concluído. Horas depois, ameaçou explodir os iranianos em mil infernos caso as partes não chegassem a consenso até este domingo. O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, também sugeriu que um entendimento poderia ser iminente.
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Teerã reagiu com ceticismo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a afirmação sobre acordo iminente é algo que ninguém pode sustentar. Na segunda-feira, autoridades iranianas declararam que as partes ainda não haviam chegado perto de um consenso.




