O Exército dos Estados Unidos desferiu ataques contra posições militares iranianas, conforme confirmado por autoridades do Irã. Os alvos eram instalações utilizadas para bloquear o trânsito pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico responsável pelo escoamento de parcela expressiva do petróleo global. Registros de explosões foram feitos em Bandar Abbas, maior centro portuário do litoral sul iraniano.
O regime iraniano reconheceu a ofensiva e declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá interditado. Em seguida, a Guarda Revolucionária do Irã, braço militar de elite do regime, ameaçou ampliar o fechamento a outras rotas marítimas de interesse americano.
“A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, afirmou a Guarda, em comunicado. A força afirmou que a interdição constitui uma retaliação às restrições navais que Washington aplica sobre o comércio marítimo e o petróleo iranianos.
Trump fala em acordo enquanto anuncia fábrica de armas
No momento em que os ataques aconteciam, o presidente Donald Trump discursava na Pensilvânia, em cerimônia de abertura de uma fábrica de armamentos. Ele afirmou que o Irã deseja chegar a um entendimento. “Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso”, disse Trump. O presidente acrescentou que a decisão sobre as negociações cabe exclusivamente aos EUA.
A cerimônia marcou o início das atividades de uma unidade industrial custeada pelo orçamento do Departamento de Defesa. Trump descreveu a fábrica como capaz de fabricar submarinos, navios, caminhões, armamentos e maquinário industrial. O Departamento de Defesa destinou US$ 10 bilhões — equivalentes a aproximadamente R$ 50,92 bilhões — ao erguimento da instalação.
O que está em jogo para o cidadão
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo estreito entre o Irã e a Península Arábica. Por ele passa uma parcela relevante do petróleo exportado pelo Oriente Médio.
O fechamento da rota afeta o preço do combustível no mercado global, o que, na prática, pode chegar ao bolso do consumidor brasileiro na forma de alta nos preços de gasolina e produtos transportados.
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