O Hezbollah declarou que vai implementar estratégias militares da década de 1980 em vilas libanesas ocupadas pelo Exército israelense. A organização extremista libanesa, apoiada pelo Irã, informou ao portal Al Jazeeha, especializado em Oriente Médio, nesta segunda-feira (27), que planeja mobilizar “grupos de mártires” nessas áreas. O anúncio acontece menos de sete dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgar a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah até a segunda quinzena de maio.
Um líder do grupo extremista forneceu detalhes da estratégia ao site Al Jazeeha. O plano prevê espalhar combatentes dispostos a realizar ataques suicidas nas regiões controladas por forças israelenses no território libanês.
“Grandes grupos de ‘mártires’ estão se espalhando na área ocupada, de acordo com planos previamente preparados”, afirmou a fonte do Hezbollah à Al Jazeeha. “A missão desses grupos é se confrontar diretamente com oficiais e soldados do inimigo nas vilas libanesas ocupadas”, acrescentou.
A declaração surge em um contexto de continuidade dos confrontos armados entre o Hezbollah e Israel. Apesar do acordo de cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos, ambos os lados têm realizado ataques. Isso levanta dúvidas sobre a eficácia da trégua estabelecida.
O conflito armado entre Israel e o Hezbollah foi retomado em 2 de março deste ano. Desde então, mais de 2,5 mil pessoas foram mortas no Líbano.
A população civil libanesa que vive nas vilas ocupadas por forças israelenses será diretamente impactada pela implementação das táticas anunciadas pelo grupo extremista. O Exército de Israel declarou que seu objetivo no Líbano é combater o Hezbollah, que voltou a realizar ataques contra o norte do território israelense.
Não há informações sobre quantos combatentes integram os chamados “grupos de mártires” nem sobre a quantidade de vilas libanesas onde esses grupos serão posicionados. Também não está claro quando exatamente essas táticas começarão a ser implementadas.




